segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nanopartículas Turbinam Biocombustível

SÃO PAULO - Uma alternativa para aumentar o rendimento dos biocombustíveis só pode ser vista com poderosos microscópios, uma vez que seu tamanho está na casa dos bilionésimos de metro. São as nanopartículas.

Um novo estudo publicado no Journal of Renewable and Sustainable Energy demonstrou que a adição de nanopartículas de óxido de alumínio é capaz de melhorar o rendimento e a combustão do biodiesel. Outra vantagem é menor emissão de poluentes.

O óxido de alumínio (Al2O3), também conhecido como alumina, é o principal componente da bauxita. De acordo com o estudo, as nanopartículas utilizadas no estudo, com diâmetro médio de 51 nanômetros, têm elevada proporção entre superfície e volume. Isso resulta em mais superfícies reativas, permitindo que as nanopartículas atuem mais eficientemente como catalisadores químicos, aumentando a combustão.

A presença das nanopartículas também aumenta a mistura entre combustível e ar, levando a uma queima mais eficiente.

No estudo, J. Sadhik Basha e R. B. Anand, do Instituto Nacional de Tecnologia de Tiruchirappalli, na Índia, usaram inicialmente um agitador mecânico para criar uma emulsão que consistia de biodiesel de pinhão- manso (Jatropha curcas), água e um surfactante, misturados com diferentes proporções de nanopartículas de óxido de alumínio.

Segundo os cientistas, além de melhorar o rendimento em comparação com o biodiesel comum, a mistura resultou na emissão de quantidades significativamente menores de óxido de nitrogênio e de monóxido de carbono.

Os pesquisadores indianos testam no momento outros tipos de nanopartículas e nanotubos de carbono, além de investigar os efeitos dos aditivos microscópicos na lubrificação e nos sistemas de resfriamento dos motores.

Fonte: Agência Fapesp/Info Online

Memória Falha Quando Somos Multitarefa

Imagem de sinapses cerebrais

SÃO PAULO - capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo cai à medida que o homem envelhece. Uma nova pesquisa aponta que o motivo pelo qual pessoas mais velhas têm mais dificuldade em alternar tarefas está nas redes neurais.

Lidar com múltiplas tarefas envolve a memória de curta duração, que define a capacidade de manter e manipular uma determinada informação em um período de tempo. Essa memória de trabalho é a base de todas as operações mentais, de decorar um número de telefone a digitá-lo em um aparelho, de manter o ritmo de uma conversa a conduzir funções complexas como raciocinar ou aprender.

“Os resultados do estudo sugerem que o impacto negativo das múltiplas tarefas na memória de trabalho não é necessariamente um problema com a memória, mas deriva de uma interação entre atenção e memória”, disse Adam Gazzaley, professor da Universidade da Califórnia em San Francisco, um dos autores do estudo que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

De acordo com o estudo, a dificuldade em realizar mais de uma tarefa em um mesmo período de tempo está no momento de alternar entre uma atividade e outra.

O problema fundamental não são as própria tarefas ou as interrupções, mas as distrações. A pesquisa indica que a capacidade do cérebro em ignorar informações irrelevantes cai com a idade e que isso impacta na memória de trabalho.

O estudo reforça que as “coisas da idade”, como costumam ser chamados episódios comuns de distração e esquecimento, têm um impacto maior em indivíduos mais velhos.

Os pesquisadores compararam a memória funcional de jovens saudáveis (com idade média de 24,5 anos) e de idosos também saudáveis (com média de 69,1 anos) em testes envolvendo diversas tarefas simultâneras.

Por meio de imagens de ressonância magnética, analisaram o fluxo sanguíneo nos cérebros dos participantes de modo a tentar identificar as atividades de circuitos e redes neurais.

Os participantes tinham que observar uma determinada cena e fixá-la por 14,4 segundos. Durante o período, entrava uma interrupção, na forma da imagem de um rosto, e os voluntários tinham que determinar o sexo e a idade estimada da pessoa. Em seguida, tinham que lembrar a cena original.

Os mais velhos mostraram maior dificuldade em fixar a imagem original. Os exames de ressonância mostraram que quando os participantes eram interrompidos, o processo de fixação da memória dava lugar ao próprio processamento da interrupção.

Os mais jovens conseguiam restabelecer a conexão com a rede da memória após a interrupção, desligando-se da imagem que apareceu no meio do teste. Já os mais velhos, na média, tiveram dificuldade tanto para se desligar da interrupção como para restabelecer a rede neural associada com a memória da cena original.

“O impacto das distrações e das interrupções revela a fragilidade da memória de trabalho. Esse é um fato importante a se considerar, uma vez que vivemos em um meio em que cada vez há mais interferências e exigências, como o aumento na quantidade de dispositivos que transportam informação”, disse Gazzaley.

Fonte: Agência Fapesp/Info Online

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nova Espuma Remove Radiação da Água

SÃO PAULO – Cientistas americanos anunciaram hoje a criação de um novo material capaz de remover metais pesados e radiação da água potável.

Feito de uma espécie de celulose chamada hemicelulose e da casca de crustáceos em pó, ele foi desenvolvido por pesquisadores da North Carolina State University.

A espuma, que ainda está em fase de testes, foi criada pela equipe do Dr. Joel Pawlak e é recoberta com fibras de madeira. Ela funciona como uma esponja comum que, imersa na água, absorve elementos como o iodo radioativo.

O iodo radioativo em água potável é muito perigoso para a saúde. Nosso corpo não consegue distingui-lo do iodo não radioativo e, por isso, ele acaba sendo armazenado na tireóide, onde pode levar ao desenvolvimento de um câncer.

Para evitar esse risco, a espuma se liga ao iodo da água e o prende, evitando que seja ingerido ou cause danos ao ambiente.

Além disso, o material consegue remover também sal da água do mar para torá-la potável, o que ajudaria muito em situações de emergência.

Fonte: Info Online

Fonte da Juventude em Vermes Ajudaria Humanos

SÃO PAULO - Cientistas encontraram a fonte da juventude, pelo menos para o minúsculo verme chamado de “C. elegans”.

Prolongar as vidas de vermes não é nenhuma grande descoberta; porém, o mais intrigante é que um dos compostos químicos usados pelos cientistas para obter esse resultado, tioflavina T, já foi usado em humanos – em estudos sobre o mal de Alzheimer. Outro composto que obteve sucesso em testes foi a curcumina, componente amarelo-vivo encontrado no tempero açafrão-da-índia.

A tioflavina T é usada para detectar massas de proteínas amiloides danificadas, encontradas no cérebro de pessoas que sofreram do mal de Alzheimer. Como esse corante se liga às proteínas amiloides, como a curcumina, os pesquisadores acreditam que ele surtiu um efeito benéfico nos vermes – desacelerando o acúmulo de proteínas avariadas.

Geralmente, o verme “C. elegans” vive de 18 a 20 dias. Tratados com os compostos, esse tempo aumentou entre 30 e 70 por cento. E quando entravam na meia-idade, com cerca de 10 dias, os vermes tratados se mantinham mais ativos – e pareciam mais saudáveis – do que aqueles sem tratamento. Contudo, os compostos reduziam a fertilidade dos vermes e, como muitos outros químicos, se tornavam tóxicos em dosagens mais altas.

“É difícil afirmar que esses compostos seriam eficazes, por exemplo, em mamíferos”, disse Gordon J. Lithgow, professor do Buck Institute for Research on Aging, em Novato, na Califórnia, e principal autor de um artigo descrevendo a pesquisa na edição atual da revista “Nature”.

Mas eles podem levar a novos compostos, que poderiam funcionar. “Isso ao menos mostra que esse é um bom lugar para procurar”, concluiu Lithgow.

Como muitas doenças relacionadas à idade estão associadas ao acúmulo de proteínas danificadas, a pesquisa também pode resultar em novos tratamentos.

Fonte: New York Times/Info Online

sábado, 9 de abril de 2011

Em 2016, 210 Milhões de Carros Acessarão a Internet

Ford Fusion híbrido: o carro inclui o sistema Sync, que usa o smartphone para acesso à internet

SÃO PAULO — Um estudo da empresa ABI Research mostra que a quantidade de carros que terão alguma forma de acesso à internet vai aumentar rapidamente nos próximos cinco anos. No final deste ano, haverá 45 milhões de automóveis conectados no mundo. Até 2016, esse número deve crescer para 210 milhões de veículos.

O acesso à internet será feito de várias maneiras, e com diferentes objetivos, dependendo do veículo. A ABI destaca quatro soluções que têm se espalhado no mercado. A primeira, mais óbvia, são os sistemas nativos de navegação por GPS, comunicação e entretenimento a bordo, como o Onstar, da General Motors, e o Connected Drive, da BMW. Por enquanto, eles são encontrados principalmente em carros de luxo.

Outra solução são os sistemas híbridos embarcados em alguns carros. Neles, o acesso à internet é feito através de um smartphone. Um exemplo é o sistema Sync, da Ford. Essa opção deve ter uso mais amplo. À medida que os smartphones se popularizam, ela vai aparecer em uma variedade cada vez maior de veículos.

A terceira solução é voltada para carros que não vêm da fábrica preparados para acesso à internet. São aparelhos híbridos instalados como acessórios, como alguns equipamentos de som da Pioneer e da Kenwood. Eles já oferecem acesso ao serviço Pandora, de rádio via internet, por meio de um smartphone conectado. No futuro, vão incluir outros serviços online.

A ABI também inclui, entre os caminhos para levar a internet ao carro, dispositivos de rastreamento e cobrança de pedágio. Os rastreadores, amplamente usados no Brasil, estão nessa categoria.

Vento a favor

Os analistas da ABI Research citam várias iniciativas que tendem a impulsionar a adoção do acesso à internet nos carros. Uma delas é o projeto europeu eCall, que tem o objetivo de implantar, nos automóveis, uma espécie de caixa preta que vai avisar automaticamente aos serviços de trânsito quando ocorrer um acidente. A previsão é que esse dispositivo seja instalado em todos os novos carros europeus de 2014 em diante.

No Brasil, depois de sucessivos adiamentos, deverá entrar em vigor, no segundo semestre, a resolução do Departamento Nacional de Trânsito que torna os rastreadores obrigatórios nos novos carros. A ABI também cita o interesse das companhias de seguro, que, no Brasil, são as principais responsáveis pela instalação desses rastreadores.

Em outros países, um dispositivo de identificação inteligente está sendo considerado para automatizar a cobrança de pedágio nas estradas. Já os fabricantes de automóveis e empresas de tecnologia veem a internet a bordo como uma oportunidade para oferecer serviços aos proprietários.

Microsoft e Toyota

Por vários caminhos, a indústria parece estar se mexendo com rapidez. A Microsoft, por exemplo, já tem parcerias com a Ford e a Toyota nessa área. A aliança com a Toyota, anunciada nesta semana, tem o objetivo de desenvolver carros conectados, com funções avançadas de navegação, comunicações e entretenimento a bordo.

Até 2015, Toyota e Microsoft esperam implantar um serviço de computação em nuvem que vai armazenar dados do usuário e do carro na internet. O motorista vai poder conferir as informações sobre o seu carro em qualquer lugar do mundo. O sistema também vai gerenciar o consumo de energia dos automóveis híbridos e da residência do usuário.

Fonte: Info Online

Cidade Sueca é Padrão em Reciclagem

Em Boras, biogás obtido em aterros é utilizado como combustível em ônibus

SÃO PAULO – Em Boras, na Suécia, a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população de cerca de 64 mil habitantes é reciclada, tratada biologicamente ou transformada em energia (biogás), que abastece a maioria das casas, estabelecimentos comerciais e a frota de 59 ônibus que integram o sistema de transporte público da cidade.

Em função disso, o descarte de lixo no município sueco é quase nulo, e seu sistema de produção de biogás se tornou um dos mais avançados da Europa.

“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, disse o professor de biotecnologia da Universidade de Boras, Mohammad Taherzadeh, durante o encontro acadêmico internacional “Resíduos sólidos urbanos e seus impactos socioambientais”, realizado em 30 de março, em São Paulo.

Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Borås, o evento reuniu pesquisadores das duas universidades e especialistas na área para discutir desafios e soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, com destaque para a experiência da cidade sueca nesse sentido.

De acordo com Taherzadeh, o modelo de gestão de resíduos sólidos adotado pela cidade, que integra comunidade, governo, universidade e instituições de pesquisa, começou a ser implementado a partir de meados de 1995 e ganhou maior impulso em 2002 com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de lixões nos países da União Europeia.

Para atender à legislação, a cidade implantou um sistema de coleta seletiva de lixo em que os moradores separam os resíduos em diferentes categorias e os descartam em coletores espalhados em diversos pontos na cidade.Dos pontos de coleta, os resíduos seguem para uma usina onde são separados por um processo ótico e encaminhados para reciclagem, compostagem ou incineração.

“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de lixões. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirmou Taherzadeh.

Plano de gestão

Em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro, que estabelece a meta de erradicar os lixões no país até 2015 e tipifica a gestão inadequada de resíduos sólidos como crime ambiental.

Com a promulgação da lei, os especialistas presentes no evento esperam que o Brasil dê um salto em questões como a compostagem e a coleta seletiva do lixo, ainda muito incipiente no país.

De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 18% dos 5.565 municípios brasileiros têm programas de coleta seletiva de lixo. Mas não se sabe exatamente o percentual da coleta seletiva de lixo em cada um desses municípios.

“Acredito que a coleta seletiva de lixo nesses municípios não atinja 3% porque, em muitos casos, são programas pontuais realizados em escolas ou pontos de entrega voluntária, que não funcionam efetivamente e que são interrompidos quando há mudanças no governo municipal”, avaliou Gina Rizpah Besen, que defendeu uma tese de doutorado sobre esse tema na Faculdade de Saúde Publica da USP em fevereiro.

Na região metropolitana de São Paulo, que é responsável por mais de 50% do total de resíduos sólidos gerados no estado e por quase 10% do lixo produzido no país, estima-se que o percentual de coleta seletiva e reciclagem do lixo seja de apenas 1,1%.

“É um absurdo que a cidade mais importante e rica do Brasil tenha um percentual de coleta seletiva de lixo e reciclagem tão ínfimo. Isso se deve a um modelo de gestão baseado na ideia de tratar os resíduos como mercadoria, como um campo de produção de negócios, em que o mais importante é que as empresas que trabalham com lixo ganhem dinheiro. Se tiver reciclagem, terá menos lixo e menor será o lucro das empresas”, disse Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.Nesse sentido, para Raquel, que é relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos de moradia adequada, a questão do tratamento dos resíduos sólidos urbanos no Brasil não é de natureza tecnológica ou financeira, mas uma questão de opção política.

“Nós teríamos, claramente, condições de realizar a reciclagem e reaproveitamento do lixo, mas não estamos fazendo isso por incapacidade técnica ou de gestão e sim por uma opção política que prefere tratar o lixo como uma fonte de negócios”, afirmou.

A pesquisadora também chamou a atenção para o fato de que, apesar de estar claro que não será possível viver, em escala global, com uma quantidade de produtos tão gigantesca como a que a humanidade está consumindo atualmente, as políticas de gestão de resíduos sólidos no Brasil não tratam da redução do consumo.

“O modelo de redução da pobreza adotado pelo Brasil hoje é por meio da expansão da capacidade de consumo, ou seja: integrar a população ao mercado para que elas possam cada vez mais comprar objetos. E como esses objetos serão tratados depois de descartados não é visto como um problema, mas como um campo de geração de negócios”, disse.

Na avaliação de Raquel, os chamados produtos verdes ou reciclados, que surgiram como alternativas à redução da produção de resíduos, agravaram a situação na medida em que se tornaram novas categorias de produtos que se somam às outras. “São mais produtos para ir para o lixo”, disse.

Incineração

Uma das alternativas tecnológicas para diminuir o volume de resíduos sólidos urbanos apresentada pelos participantes do evento foi a incineração em gaseificadores para transformá-los em energia, como é feito em Borås.

No Brasil, a tecnologia sofre resistência porque as primeiras plantas de incineração instaladas em estados como de São Paulo apresentaram problemas, entre os quais a produção de compostos perigosos como as dioxinas, além de gases de efeito estufa.

Entretanto, de acordo com José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, grande parte desses problemas técnicos já foi resolvida.

“Até então, não se sabia tratar e manipular o material orgânico dos resíduos sólidos para transformá-lo em combustível fóssil. Mas, hoje, essa tecnologia já está bem desenvolvida e poderia ser utilizada para transformar a matéria orgânica do lixo brasileiro, que é maior do que em outros países, em energia renovável e alternativa ao petróleo”, destacou.

Fonte: Agência Brasil/Info Online

Cientistas Criam Olho a Partir de Célula-Tronco

Cientistas japoneses obtiveram em laboratório células que se organizam sozinhas em estruturas semelhantes às que formam a retina

AGÊNCIA FAPESP – Cientistas japoneses conseguiram fazer com que células-tronco cultivadas em laboratório se organizassem sozinhas em uma estrutura complexa semelhante ao olho.

A novidade, destaque na edição desta quinta-feira (7/4) da revista Nature, poderá auxiliar no desenvolvimento de novas alternativas para transplantes de retina e tratamento de doenças oculares.

Yoshiki Sasai, do Centro de Biologia do Desenvolvimento Riken, em Kobe, e colegas obtiveram aglomerados de células-tronco embrionárias de camundongos em um meio de cultura desenhado especialmente para a pesquisa.

As células se organizaram espontaneamente em uma estrutura de camadas e tridimensional. A estrutura se mostrou semelhante à do cálice óptico, estágio de formação do olho no feto que se desenvolve nas camadas interna e externa da retina durante a embriogênese.

De acordo com os autores do estudo, a organização das células-tronco não era esperada, uma vez que a cultura se iniciou como um agregado sem padrão de células homogêneas, que não foi induzido a assumir uma forma específica.

A pesquisa destaca como a formação do cálice óptico depende de uma programação intrínseca, sequencial e auto-organizada que direciona o destino e a posição das células, bem como o formato dessa estrutura embrionária do olho.

“Com esse estudo, conseguimos resolver um problema em embriologia que permanecia há quase um século, ao mostrar que precursores da retina têm a capacidade inerente de dar origem à estrutura complexa do cálice óptico”, disse Sasai.

“É estimulante pensar que agora estamos no caminho de nos tornarmos capazes não apenas de gerar tipos de células diferenciadas, mas também tecidos organizados, que podem abrir novos caminhos para aplicações na medicina regenerativa”, disse o cientista.

O artigo Self-organizing optic-cupmorphogenesis in three-dimensional culture (doi:10.1038/nature09941), de Mototsugu Eiraku e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.
Fonte: Agência Fapesp/Info Online

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Os Jetsons na Vida Real: JetPack, em Breve, Deve Ganhar os Céus

A companhia neozeolandeza Martin Aircraft começou a testar seu próprio jetpack nesta semana, que já é capaz de se manter no ar por mais de sete minutos continuamente. Chamado de Martin Jetpack, o veículo tem um motor à gasolina de 200 cavalos de potência que impulsiona dois ventiladores para manter o indivíduo suspenso no ar.

Por enquanto, o jetpack foi testado com um boneco e controlado por um operador no chão. A companhia ainda não mencionou quando pretende realizar testes com seres humanos, mas acredita que não deva passar da metade do ano.

O jetpack é composto de fibra de carbono e mede 1,5 m de altura e 1,6 m de largura. Com o tanque cheio de gasolina, ele teria autonomia para viajar por cerca de 50 Km a uma velocidade de 100 Km/h. Quando apresentou o jetpack no ano passado, a empresa estimou um custo de US$ 90 mil por unidade. Seria esta uma boa alternativa ao trânsito das grandes cidades?
Fonte: Olhar Digital

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Implante Permite Controlar Máquina com a Mente

Os implantes colcoados no cérebro decifram os padrões do pensamento humano

SÃO PAULO – Em mais um passo rumo a compreensão – e, porque não, à leitura- dos pensamentos humanos, cientistas revelam técnica que não só permite controlar máquinas com a mente como também diferencia a fala da ideia da fala.

As duas coisas parecem iguais, mas são conceitos bem diferentes: no primeiro caso, a máquina identifica o padrão cerebral ligado à pronúncia de uma palavra; no segundo, identifica o pensamento ligado a um som – sem haver a pronúncia.

O estudo foi conduzido em pacientes que, devido a casos graves de epilepsia, possuíam implantes temporários chamados de interface cérebro-computador. Eles foram instalados na superfície da massa cinzenta para ajudar a identificar as áreas resistentes à medicação ligadas aos ataques e convulsões.

Os aparelhos foram originalmente programados para detectar a atividade na rede motora do cérebro – que controla os movimentos dos músculos. No entanto, a equipe do Dr. Eric C. Leuthardt, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, deu outro uso aos implantes.

Em um trabalho recém publicado no The Journal of Neural Engineering, eles descrevem como utilizaram os implantes para analisar as freqüências das ondas das atividades cerebrais. Assim, foi possível detectar quando os pacientes pensavam ou falavam os seguintes sons: “oo” (como na palavra “few”, em inglês), “e” (“see”), “a” ( “say”) e “a” com outra pronuncia (“hat”). Um dos grandes feitos foi justamente diferenciar quando estavam pensando em um som de quando estavam falando este som.

Ao identificar os padrões que representavam esses sons, os pesquisadores programaram uma interface para reconhecê-lo, de forma que os pacientes puderam aprender a controlar um cursor de computador pensando ou dizendo as palavras. Segundo os pesquisadores, isso pode levar ao desenvolvimento de interfaces mistas, que usem tanto as redes motoras do cérebro como as de fala para auxiliar, por exemplo, pessoas com problemas de fala ou que usam próteses nos membros.

A próxima etapa da pesquisa é trabalhar níveis maiores de informação. Ao invés de apenas identificar quando alguém pensa ou fala uma palavra – árvore, por exemplo – o objetivo é saber quais os padrões do cérebro estão ligados à ideia daquela árvore. Basicamente, o que você pensa quando pensa nela?

Fonte: Info Online

quarta-feira, 6 de abril de 2011

35% dos Profissionais Abririam Mão de 10% do Salário para Trabalhar Remotamente

A evolução da tecnologia permite hoje que as pessoas estejam conectadas em, praticamente, qualquer lugar do planeta. Como reflexo, cresce uma demanda dos profissionais trabalharem mais tempo fora das empresas, com o objetivo de equilibrar melhor o tempo para atividades pessoais e profissionais.

Um estudo realizado pela Dice, empresa norte-americana de recrutamento de profissionais de TI, apontou que entre as pessoas que atuam na área de tecnologia, 35% delas abririam mão de até 10% do salário em troca da flexibilidade de poder trabalhar remotamente.

A Dice destacou que os números ficaram praticamente iguais aos obtidos com uma pesquisa do mesmo gênero, realizada há cerca de três anos. O que reflete que essa não é uma condição nova para os profissionais de TI e, sim, um antigo anseio de parte da categoria.

A consultoria aponta, no entanto, que a quantidade de empresas que permitem o trabalho remoto é bastante pequena nos Estados Unidos. Entre as vagas divulgadas atualmente pela Dice, só 1% delas permite essa modalidade, o que reflete uma relutância das organizações.

“Nós acreditamos que os benefícios do trabalho remote ultrapassam os riscos”, avalia Alice Hill, diretora da Dice, acrescentando: “as companhias que quiserem fazer parte do futuro deveriam ser sábias para deixar os acordos inflexíveis de trabalho no passado.”
Fonte: Olhar Digital

Foguete Mais Potente do Mundo Será Lançado Até 2014

A SpaceX, companhia dedicada ao desenvolvimento de tecnologia espacial, anunciou que lançará o foguete mais poderoso do mundo em 2013. O Falcon Heavy, como é chamado, possui 69,2 metros de altura e tem como primeira missão ir até Marte e trazer amostras do planeta vermelho.

"[A nave] transportará mais carga e será mais rápida que qualquer outro veículo espacial da história", explicou o CEO da companhia, Elon Musk. De fato, apenas o Saturno V, que levou astronautas à Lua em 1973, carregou mais peso que o pretendido pela linha Falcon.

O primeiro lançamento do foguete custará em torno de R$ 160 milhões. A NASA e as Forças Armadas Americanas já são clientes em potencial do Falcon Heavy.
Fonte: Olhar Digital

Os Carros Conversarão Entre Si

Carros que dialogam diminuirão o risco de acidentes

SÃO PAULO - Por volta de 2016, os automóveis trocarão informações E. Isso será bom para o tráfego e ainda mais para a segurança.

Desde 1958, quando a General Motors colocou para rodar um Chevrolet Impala comandado por um robô, o sonho de ter automóveis de série comandados por robôs virou apenas uma promessa.

O problema é o custo para massificar a tecnologia, ainda restrita aos protótipos. Uma frota com uma dezena desses carros com um sistema projetado pela Google já rodou cerca de 225 mil quilômetros em testes, controlados por câmeras, sensores de radar e laser (por questões de legislação – e de segurança, ainda são acompanhados de um humano pronto para entrar em ação em caso de emergência). Até agora não houve nenhum incidente maior, mas os veículos circulam apenas em itinerários previamente mapeados, em um sinal de que esta tecnologia dos veículos movidos a robôs ainda não será para logo.

Para as massas, um próximo passo poderá acontecer em 2016, nos Estados Unidos. Sistemas de radar interligarão várias marcas e fará, na prática, os carros "conversarem entre si", trocando informações. "Já estamos testando esse sistema, com um radar com ondas curtas e GPS", diz Sue Cischke, vice-presidente da Ford. "Emitidas a cada décimo de segundo, em um ângulo de 360 graus ao redor do automóvel, ele permitirá identificar a chegada de um outro veículo pouco antes de um cruzamento ou no sentido contrário, numa curva muito fechada".

Se o sistema detectar uma situação de risco, uma luz no painel e um alarme alertam o condutor. Anualmente, cerca de 50 mil acidentes acontecem nas ruas e estradas americanas pela falta de entendimento entre motoristas de veículos diferentes em intersecções.

O mesmo sistema de interconexão poderá ser usado para trocar informações sobre o tráfego e desviar automóveis para rotas menos carregadas, reduzindo os congestionamentos. Considerando que, apenas nos Estados Unidos anualmente são desperdiçados 4,8 bilhões de horas e 15 bilhões de litros de gasolina, trata-se de uma boa notícia.

Fonte: Info Online

quarta-feira, 30 de março de 2011

Nasa Teste Combustível de Gordura de Galinha

O DC-8 sendo preparado para decolagem: galinha entra no avião, mas não como refeição

SÃO PAULO – Gordura de galinha é um item que se espera encontrar em uma receita culinária, e não no check-list da Agência Espacial Americana.

Mas, por incrível que pareça, a Nasa está testando o ingrediente em seu II Experimento de Combustíveis de Aviação Alternativos.

Cientistas dos Centros de Pesquisa Langley e Dryden, ambos da Nasa, estão usando gordura de galinha como biocombustível em um avião DC-8. O objetivo é medir sua perfomance e quantidade de emissões com o chamado Hydrotreated Renewable Jet Fuel.

O ingrediente foi doado pela Força Aérea americana, que comprou milhares de galões e forneceu 30.283 litros à NASA para o experimento. Estão sendo testadas três fórmulas: uma com o biocombustível puro, uma que mistura 50%/50% - metade biocombustível e metade o propelente comum (similar a querosene), e a terceira é o teste com o combustível normal puro.

O experimento irá fornecer dados de emissões de gases e partículas, além de performance do motor e sistemas do DC-8.
Fonte: NASA/Info Online

Mais de 1 Bilhão Devem Ficar Sem Água Até 2050

BRASÍLIA- Mais de 1 bilhão de pessoas, a maioria vivendo nas grandes cidades, ficarão sem água em 2050. A estimativa é de um estudo publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences. De acordo com os cientistas, as más condições sanitárias de algumas metrópoles mundiais agravam o risco para a fauna e a flora.

“Existem soluções para que esse 1 bilhão de pessoas tenham acesso à água. Mas isso requer muitos investimentos na infraestrutura e melhor utilização da água”, afirmou o coordenador da pesquisa, Rob McDonald, do centro de estudos privado The Nature Conservancy.

Segundo os pesquisadores, se a tendência atual da urbanização continuar, em 2050 cerca de 993 milhões de habitantes das cidades terão acesso a menos de 100 litros de água por dia para viver. Essa quantidade corresponde ao volume de um banho por pessoa.

Os cientistas advertem ainda que se forem acrescentados os efeitos prováveis da mudança climática, cerca de outros 100 milhões de pessoas não terão acesso a esse volume de água. O consumo de 100 litros diários é considerado pelos analistas como o mínimo necessário a um indivíduo para as necessidades de bebida, alimentação e higiene.

De acordo com a pesquisa, atualmente cerca de 150 milhões de pessoas consomem menos de 100 litros diariamente. Um cidadão médio que vive nos Estados Unidos, informou o estudo, consome aproximadamente 376 litros de água por dia.

Fonte: Agência Brasil/Info Online

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pesquisadores Desenvolvem Lente Única Para Imagens 3D

Engenheiros da Universidade do Estado de Ohio desenvolveram uma lente única capaz de capturar imagens microscópicas em 3D. Até o momento, só era possível filmar tridimensionalmente com a ajuda de duas câmeras, com uma câmera de duas lentes ou com algum equipamento de controle de movimentos.

A nova lente, feita de acrílico, é personalizada e cortada com lâmina de diamante. Mesmo parecendo assimétrica, cada parte desta peça pode capturar a mesma imagem por vários ângulos diferentes e, em seguida, um software pode uní-los e transformar tudo em 3D.

Por enquanto, a lente está sendo usada apenas para imagens microscópicas, mas a tecnologia poderá ser usada em câmeras e filmadoras quando o custo de produção for reduzido.
Fonte: Olhar Digital