quarta-feira, 11 de maio de 2011

Meditação Muda Ondas Cerebrais, Diz Estudo

NOVA YORK - Estudos revelaram que a meditação ajuda a evitar a recorrência de depressão, talvez com a produção de alterações em partes do cérebro associadas ao aprendizado e à ansiedade.

Um novo estudo sugere que a meditação pode modular as ondas cerebrais denominadas ritmos alfa, que ajudam a regular a transmissão de informações sensoriais do ambiente ao redor.

Pesquisadores de Harvard submeteram aleatoriamente 12 adultos saudáveis a um curso de oito semanas de treinamento para redução de estresse baseada em meditação ou a um grupo de controle cujos participantes não meditavam.

Em intervalos regulares, os pesquisadores usavam uma técnica de geração de imagens denominada magnetoencefalografia para mensurar as correntes elétricas em uma região do cérebro que processa sinais da mão esquerda.

Durante os testes, todos os participantes foram solicitados a direcionar sua atenção para sua mão ou pé esquerdos. Após oito semanas, os exames cerebrais revelaram que os ritmos alfa mudavam mais rapidamente e de forma mais pronunciada em participantes que meditavam.

“Se você estiver lendo algo em um ambiente barulhento e desejar ficar em uma bolha, deverá usar seus ritmos alfa como um botão de volume, para reduzir o volume dos neurônios que representam o som do mundo externo”, afirma Catherine E. Kerr, neurocientista da Faculdade de Medicina de Harvard e coautora do relatório, publicado em 21 de abril no jornal Brain Research Bulletin. “Fazemos isso até certo ponto, mas o fato é que os meditadores são bem mais habilidosos nessa questão”.
Fonte: The New York Times/Info Online

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cientistas Desenvolvem o Papel Computador ou Celular de Papel

Leve, fino e com baixo consumo, o computador papel promete substituir os blocos de A4 em escritórios.

SÃO PAULO – Leve, fino e com baixo consumo, o computador papel promete substituir os blocos de A4 em escritórios.

Pelo menos, é o que acreditam os cientistas da Universidade Queens, no Canadá.

O primeiro papel de computador interativo do mundo funciona com a pressão dos dedos, com o movimento de dobras ou com a pressão de uma caneta. Esta pode, inclusive, ser usada para escrever sobre a tela - um display de tinta eletrônica com 9,5 cm de diagonal.

Nele, todos os tipos de documentos e anotações podem ser armazenados digitalmente. Além de leves e finos, os aparelhos não consomem energia quando estão em repouso.

A equipe do professor Roel Vertegaal criou um protótipo de smartphone com o papel computador chamado PaperPhone. Basicamente, trata-se de uma espécie de iPhone flexível que guarda livros, toca musica e faz ligações.

Para navegar pelo aparelho, é preciso dobrar e desdobrar a tela em várias sentidos. Uma virada na lateral direita, por exemplo, passa para outro menu.

Além de dobrar, o aparelho pode receber contato de uma caneta eletrônica. Ele utiliza a mesma tinta eletrônica utilizada em e-readers comuns, por isso ele só exibe as imagens em preto e branco.

Ele será oficialmente apresentado no dia 10 de maio durante a Association of Computing Machinery’s CHI 2011, conferência realizada em Vancouver.

Fonte: Info Online

Boeing faz Testes com o Primeiro Avião-Robô

Por não ser tripulado, o Phantom Ray tem dimensões pequenas, quando é comparado com os outros aviões militares
SÃO PAULO - A fabricante de aviões Boeing fez, no começo do mês, testes com uma aeronave de vigilância militar controlada totalmente por computadores.

Chamado de Phantom Ray, o avião (dono de um design elegante) não precisa nem de um piloto-remoto. Para o primeiro teste, ele decolou e pousou na Base Aérea de Edwards, um centro militar e de pesquisas aeronáuticas da Nasa em Mojave, nos Estados Unidos. Ele ficou no ar durante 17 minutos, alcançou uma altitude de quase oito mil pés e voou a uma velocidade de 322 KM/h.

A Boeing quer, com esses primeiros testes, verificar o desempenho aerodinâmico e, ainda, a altitude máxima que o avião alcança. Além disso, os engenheiros medem a estabilidade da aeronave – que lembra bastante o bombardeiro invisível B2, que é construído pela também americana Northrop Grumman.

Por não ser tripulado, o Phantom Ray tem dimensões pequenas, quando é comparado com os outros aviões militares: a envergadura é de 15,2 metros e o comprimento alcança os 10,9 metros. Segundo a Boeing, ele é preparado para voar numa velocidade de 965 KM/h e alcançar 12.000 metros de altitude. A Boeing, que banca o desenvolvimento do avião militar, disse que ele usará como combustível hidrogênio liquido.

O projeto do Phantom Ray foi revelado em meados de 2008. A Boieng mostrou o primeiro protótipo do avião em maio de 2010. De acordo com a empresa, ele foi criado para ajudar equipes de inteligência a mapear terrenos que serão atacados por forças militares. A aeronave, no entanto, também pode voar para atacar sistemas de defesa aérea e, ainda, fazer ataques eletromagnéticos para deixar os radares inimigos inativos.

Segundo os engenheiros do avião, o Phantom Ray faz parte de um projeto da Boeing para desenvolver aeronaves avançadas utilizando prototipagem rápida. Esta técnica permite que o avião seja totalmente desenvolvido em computadores, por meio de modelos tridimensionais. Além disso, permite que os aviões sejam construídos em menor tempo do que os atuais.
Fonte: Info Online

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Estariam os Cientistas a um Passo de Dominar a Antigravidade ?

Pesquisadores da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN), na Suécia, anunciaram na última segunda-feira (02/05) que conseguiram prender 309 átomos de antihidrogênio por cerca de 15 minutos - um recorde, levando em consideração que, até então, os cientistas só haviam conseguido prender 38 antiátomos por 172 milissegundos.

O anúncio pode parecer conversa de maluco para nós, mas indica um grande avanço nos estudos científicos de antimatéria. Isso significa que, a partir dessas conclusões, seria possível trabalhar com a antigravidade e permitir até mesmo a construção daqueles veículos flutuantes, como o Hoverboard (acima), skate do personagem Marty McFly no filme de ficção científica De Volta Para o Futuro 2. Todo mundo já sonhou com um destes, não é mesmo?

Na física, a anti-matéria seria o mesmo que uma matéria, mas com a diferença de possuir átomos com polaridade inversa. Enquanto um átomo é composto por elétrons e prótons, o antiátomo seria composto por pósitrons e antiprótons, o que o faria flutuar. Muitos cientistas são céticos com relação à antimatéria e dizem que ela não é possível. Será que esta descoberta é o início de uma revolução?
Fonte: Olhar Digital

Programa Permite que Usuário Realize Tarefa Simples com a Força do Pensamento

Uma equipe de pesquisadores de Auckland, Nova Zelândia, está desenvolvendo uma nova tecnologia que permite que o usuário realize tarefas apenas com a força do pensamento. Batizado de Neuro-Operated Utility System (NOUS), o sistema é integrado com o computador e utiliza um headset com 14 sensores neurológicos Emotiv EPOC para que o usuário possa realizar funções como acender luzes, fechar cortinas ou fazer ligações telefônicas.

Após colocar o headset, o sistema se adapta ao padrão de ondas cerebrais do usuário e passa a traduzi-los em comandos para o computador. Desta forma, o usuário pode operar a máquina utilizando apenas seu padrão neural, navegando no computador e acionando dispositivos ligados a ele.

O sistema deve custar cerca de US$ 300 e é mais barato que outras tecnologias, como a de rastreamento de olhos. Além disso, o uso do sistema pode complementar facilidades já existentes, como os comandos de voz.
Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Nanotecnologia Leva OLED às TVs

Cientistas vão usar nanotecnologia para criar telas grandes com a tecnologia OLED

SÃO PAULO – Cientistas usam nanotecnologia para criar telas grandes com a mesma tecnologia OLED presente nos pequenos displays de smartphones.

O novo transistor criado pelos pesquisadores da Universidade da Flórida poderia revolucionar as indústrias de TVs e laptops eliminando a barreira que impede que a tecnologia seja usada nestes equipamentos.

A OLED usa menos energia, cria uma imagem mais brilhante e não tem os problemas de ângulo de visão dos pixels do LCD – que, ainda por cima, consomem mais energia. Isso porque, ao contrário das telas de cristal líquido, ela não produz a cor preta bloqueando a luz, mas sim fazendo cada diodo emitir menos luminosidade.

No entanto, apesar de consumirem menos energia, os displays de OLED precisam de um pulso intenso de energia para ativar cada pixel – e é justamente esse o problema ao se tentar construir telas grandes com essa tecnologia. Os transistores capazes de transmitir tamanha corrente são grandes e ocupam muito espaço. Além disso, conforme a tela aumenta de tamanho, os pixels se tornam cada vez menos uniformes.

Foi para tentar resolver esse problema que a equipe liderada pro Andrew Rinzler modificou o design dos transistores usando nanotubos de carbono. Esses tubos microscópicos permitem que as altas correntes necessárias para os pixels de OLED fluam pelos semicondutores, porém a uma baixa voltagem. Por ser porosa, a camada de nanotubos também permite que a luz passe através dela, de forma que o transistor e a camada emissora de luz podem ficar verticais – e não lado a lado - economizando espaço. Uma vez que o transistor está longe do OLED, há mais área disponível para a emissão de luz,o que melhora a qualidade dos pixels.

Em estudo publicado na Science, os pesquisadores explicam como o aparelho libera a mesma quantidade de luz, porém com menor consumo de energia. Além disso, por trabalhar em voltagem mais baixa, o sistema tende a durar mais tempo.

Fonte: Info Online

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Israel Desenvolve "Carro Voador" Autônomo Para Resgate e Combate

A companhia israelente Urban Aeronautics está desenvolvendo um carro voador que não precisa de um piloto para funcionar. Construído na cidade de Yavne, o veículo poderá ser usado em operações de combate e de resgate. O protótipo poderá voar perto do solo e sob terrenos acidentados.
Fonte: Tecnologia e Games

EcoCan: Lata Renovável e Biodegradável Está à Venda


Mais uma alternativa para salvar o planeta está à venda. A EcoCan é uma lata reutilizável e 100% biodegradável. Feita à base de PLA, ácido derivado do leite e fontes renováveis, ela torna possível ao consumidor aproveitar qualquer tipo de bebida.

As EcoCans estão disponíveis nas cores azul, vermelho, verde e preto, cada uma representando aspectos da natureza como água, fogo ou grama. As latas podem ser adquiridas pelo site Perpetual Kid por US$ 12,99.
Fonte: Olhar Digital

O Sapatos Descartáveis e Biodegradáveis


A OneMoment é essa sapatilha-alpargata que serve, como o nome diz, para o uso em UM momento. Quer dizer, não só em um, mas em apenas alguns

Fabricada pela Figtree Factory Studios, ela é 100% biodegradável e tem apenas 2 mm de espessura. Dá para usar um pouco e, quando a sola começar a gastar, você joga fora sem culpa pois, em 6 meses, 80% dela já foi degradada na natureza.

A ideia de um semi “plástico” é muito interessante. E as iniciativas não extorsivas (ela custa só 5 euros) e criativas (são 5 cores para escolher) são bem vindas.

Não seria mais legal ainda usar esse material para criar algo mais durável? Afinal, todo o discurso de sustentabilidade é baseado em usar coisas menos descartáveis (ecobags, canecas para beber água no escritório, etc etc), que precisem de menos substituições.

Se a gente fizer as contas, talvez descartar uma alpargata dessas por semana não seja mais ecológico do que usar seu velho tênis de borracha comum por três anos… né?

Fonte: Info Online

Papel Grafeno é 10 Vezes Mais Forte que o Aço

O papel grafeno: feito a partir de grafite

SÃO PAULO - Ele é mais forte do que o aço, fino como um papel e pode revolucionar a indústria de automóveis - conheça o papel grafeno, o material com propriedades de Super Homem.

Criado pelos cientistas da University Technology Sidney, na Austrália, ele é baseado no grafite e, entre outras propriedades, é dez vezes mais forte do que aço.

Os aparentes super poderes são originários do grafeno, o material mais fino e forte que se conhece, constituído de blocos de carbono com a espessura de apenas um átomo. Ele foi produzido pela primeira vez em 2004 e, no ano passado, ganhou o Prêmio Nobel de química. O carbono é o elemento que, conforme a combinação dos seus átomos, forma materiais tão distintos quanto o diamante e o grafite.

O papel grafeno (GP) criado pela equipe liderada pelo professor Guoxiu Wang é um material feito a partir do grafite moído, purificado e filtrado através de processos químicos até ter suas nano estruturas reconfiguradas e então processadas em forma de folhas finas.

Essas nanofolhas possuem propriedades térmicas, elétricas e mecânicas excepcionais, sendo muito resistentes e flexíveis. Por exemplo, se comparadas ao aço, elas são seis vezes mais leves, cinco a seis vezes menos densas, duas vezes mais duras, possuem 10 vezes mais resistência à tensão e 13 vezes maior rigidez à flexão.

Além disso, as GP são recicláveis e sua fabricação é bastante simples. Os pesquisadores acreditam que ela tem potencial de revolucionar as indústrias de automação, aviação, elétrica e ótica. Ao substituir o aço, por exemplo, o papel grafeno pode gerar carros mais leves e fortes, além de aviões que consomem menos combustível.

O estudo foi publicado na Journal of Applied Physics.

Fonte: Info Online

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Laser Mais Potente do Mundo Vai Gerar Energia Superior à de Toda Civilização

A Comissão Europeia aprovou a construção de três lasers gigantescos que, unidos, poderão produzir um novo laser com energia centenas de vezes maior que a gerada pela nossa civilização até hoje. O quarto laser será criado para atravessar o vácuo, para que se estude a teoria de que partículas aparecem e desaparecem a todo momento.

De acordo com a New Scientist, o laser possui uma infra-estrutura de luz que combina 200 petawatts em um único pulso. Só para se ter uma noção da potência, 200 petawatts são equivalentes a 200.000.000.000.000.000 watts, uma energia jamais produzida pelo mundo. Até então, o laser mais potente foi produzido em 2008, com a capacidade de 1 petawatt.

O projeto está sendo chamado de ELI (Europe's Extreme Light Infrastructure). Nele o quarto laser será ligado por 1.5 x 10^-14 segundos, já que, quanto menor o tempo, maior a potência. Assim, o laser poderá criar partículas, a partir do nada, rasgando o tecido do universo e o espaço-tempo.

O laser ELI está programado para ser ligado em 2017.
Fonte: Olhar Digital

Dispositivo a Laser Pode Substituir Velas em Motores de Carros

Lasers podem muito em breve substituir velas para a ignição de combustíveis no motor de automóveis, segundo pesquisadores da Romênia e Japão.

A equipe pretende apresentar seu trabalho no dia 1º de maio em uma conferência sobre lasers e eletro-ópticos em Baltimore, no estado de Maryland, nos Estados Unidos.

O grupo diz ter criado um dispositivo semelhante às velas que, em vez de provocar ignição da mistura de combustível e ar nos motores com uma faísca elétrica, aciona jatos de laser. A tecnologia pode melhorar a eficiência do motor e reduzir a poluição, já que produz a combustão de uma quantidade maior da mistura, diz a equipe.

Os pesquisadores estão em negociações com um fabricante de velas. A ideia de substituir a vela - uma tecnologia que mudou pouco desde que foi inventada, 150 anos atrás - com lasers não é nova.

A vela inflama apenas a mistura de combustível que está perto da faísca, reduzindo a eficiência do combustível. E, com o passar do tempo, o metal de que ela é feita é lentamente corroído. Mas a ideia de motores que usam laser para iniciar a combustão só se tornou viável com o advento de lasers menores.

Pó de cerâmica
O novo sistema é capaz de focar dois ou três raios laser dentro dos cilindros do motor e em altitudes variáveis. Isso produz uma combustão mais completa e evita a questão da degradação com o passar do tempo.

Entretanto, a tecnologia requer o uso de lasers com energias de alto pulso. Como acontece com a vela, uma grande quantidade de energia é necessária para produzir a ignição do combustível.

"No passado, lasers que poderiam atender a esses requerimentos eram limitados a pesquisas básicas, porque eram grandes, ineficientes e instáveis", disse Takunori Taira, dos Institutos Nacionais de Ciências Naturais em Okazaki, no Japão. "Também não podiam ser localizados longe do motor, porque seus raios poderosos destruiriam quaisquer fibras óticas que levassem luz aos cilindros."

A equipe vem desenvolvendo uma nova abordagem para o problema: lasers feitos de pó de cerâmica que são comprimidos dentro de cilindros do tamanho de velas.

Esses dispositivos de cerâmica concentram energia a partir de lasers compactos, de menor potência, que são enviados por fibra ótica liberando essa energia em pulsos com duração de apenas 800 trilionésimos de segundo.

Diferentes dos cristais delicados tipicamente usados em lasers de grande potência, as cerâmicas são mais robustas e podem tolerar melhor o calor dentro do motor de combustão. A equipe pretende comercializar a tecnologia e está em discussões com o fabricante de componentes de automóveis Denso.

Fonte: Tecnologia e Games

Pesquisadores Desenvolvem Fibra que Cria Água Limpa a Partir do Ar

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts basearam-se no pequeno besouro da Namíbia para criar um novo material capaz de absorver e transformar a água do ar em líquido. O inseto africano é capaz de coletar o vapor d´água em suas costas e levar o líquido até a boca através de uma especie de "painel trançado" que possui em sua carapaça.

De maneira semelhante, o novo material desenvolvido pode ser utilizado em coletores já existentes para aumentar a eficiência com que a água é absorvida. Porém, diferente do inseto, o material é maleável e não sólido. "Nós tentamos replicar o que o besouro tem, mas descobrimos que esse tipo de superfície aberta e permeável é melhor", afirmou Shreerang Chatre, um dos responsáveis pelo projeto.

Em testes de campo, os coletores conseguiram transformar um litro de vapor em água potável por dia para cada metro quadrado do tecido utilizado. Agora, o grupo está focado em expandir a técnica para possibilitar a coleta de ainda mais água por área do material. Atualmente, cerca de um terço de toda a água não salina do planeta encontra-se na forma de vapor dissolvido no ar.
Fonte: Olhar Digital

Vírus Pode Aumentar a Produtividade Energética de Painéis Solares

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriram que uma variedade específica de um vírus que infecta bactérias pode aumentar a produtividade energética de painéis solares. De acordo com o grupo, o vírus é a solução para um dos principais problemas da coleta de energia solar hoje em dia, que utiliza nanotubos de carbono.

Apesar de serem ótimos condutores de eletricidade, os nanotubos tendem a se "amontoar" quando colocados lado a lado, o que reduz sua eficiência. Mas os cientistas descobriram que uma versão geneticamente modificada do vírus M13 pode ser utilizada para reorganizar os nanotubos e mantê-los separados para que aumentem a produção energética.

Os pesquisadores conseguiram melhorar a produtividade de painéis em testes realizados com o virus de 8% para 10.6% - o que representou um aumento de quase um terço da produção. De acordo com Prashant Kamal, bioquímico envolvido no projeto, o resultado pode ser ainda melhor conforme o grupo avança nas pesquisas.

Como a inserção do vírus representa apenas um pequeno processo das células solares, o professor também acredita que a adaptação das fábricas existentes será simples e pode colaborar para a difusão rápida da células mais eficientes.
Fonte: Olhar Digital

sexta-feira, 22 de abril de 2011

USP Trabalha Para Criar Braço Biônico

SÃO PAULO – Para uma pessoa sem limitações físicas, levar alimentos ou um copo d’água à boca pode ser uma tarefa banal. Mas, para quem não possui os movimentos dos braços, essa ação aparentemente simples implica uma mudança radical de vida, que pode ser traduzida em mais independência, entre outros benefícios.

Para possibilitar que, no futuro, pessoas com deficiências motoras possam ter ou recuperar habilidades como essa, pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram o projeto de pesquisa “Estudo do controle do membro superior fase 1 – desenvolvimento de um exoesqueleto robótico biomimético”. Financiado pela FAPESP, o projeto visa a estudar o controle motor do braço por meio de um dispositivo robótico que simula as funções do membro humano.

A partir da compreensão do controle motor de movimentos como ingerir alimentos, os cientistas pretendem desenvolver um exoesqueleto robótico – uma prótese com tecnologias robóticas – capaz de amplificar o movimento de pacientes que apresentam alguma contração muscular, mas que não conseguem fazer movimentos com o braço. Ou impor movimentos predefinidos a pessoas que não tenham nenhuma capacidade de contração muscular.

“O objetivo é desenvolver um exoesqueleto para aplicar movimentos similares ao de um braço humano em uma órtese”, disse o coordenador do projeto, Arturo Forner Cordero, do Laboratório de Biomecatrônica do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Poli, à Agência FAPESP. Órtese é um dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuromusculoesquelético.

Para testar o conceito, o grupo desenvolveu um protótipo de um exoesqueleto robótico de braço, capaz de aplicar força sobre o cotovelo. Nos próximos meses, pretendem produzir outro exoesqueleto que também seja capaz de aplicar movimentos sobre o ombro e pulso, para estudar o controle motor do braço.

Ao integrar o dispositivo a um sistema de eletromiografia (EMG) e outro de representação visual, os pesquisadores esperam obter informações sobre diferentes níveis de controle do sistema motor humano, como a modulação de reflexos e a integração de informações sensoriais. Esperam também, por meio de parcerias com centros de medicina e associações que lidam com a aplicação de órteses em deficientes físicos, desenvolver próteses capazes de reproduzir os movimentos do braço humano.

“Hoje, o comportamento de um braço robótico é muito diferente de um braço humano. Nossa ideia é desenvolver próteses, alimentadas por baterias elétricas, que mimetizem o mais próximo possível os movimentos e as funções do braço humano”, explicou Cordero.

Próteses e órteses ativas

Segundo o pesquisador, atualmente, a maioria das órteses e próteses utilizadas por pessoas com deficiências físicas são passivas, ou seja, têm maior finalidade estética. Mas, nos últimos anos, começaram a ser desenvolvidos sistemas ativos, como os exoesqueletos.

Entre os fatores que Cordero atribui ao aumento do interesse pelo desenvolvimento estão o aumento da expectativa de vida das pessoas com deficiência física, o desenvolvimento da robótica e o interesse militar na tecnologia de exoesqueletos.

Nos anos 1990, a Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, iniciou a construção de exoesqueletos para aumentar as capacidades físicas dos soldados das Forças Armadas norte-americanas.

O Japão desenvolveu o HAL-5, um exoesqueleto de corpo inteiro projetado para que idosos e pessoas com deficiência motora caminhem, subam escadas e realizem atividades diárias. E, no início de 2006, foi iniciado na Europa o projeto Enhanced Sensory Bipedal Rehabilitation Robot (ESBiRRO), do qual Cordero participou, para o desenvolvimento de um robô bípede e um exoesqueleto de membro inferior com atuação no quadril.

Na Poli/USP, o projeto de desenvolvimento do exoesqueleto de braço iniciará as atividades do Laboratório de Biomecatrônica, voltado para realizar estudos neuromotores auxiliados por exoesqueleto. “O laboratório será um dos primeiros do gênero voltados para o desenvolvimento de exoesqueleto no Brasil”, disse Cordero.

Além do exoesqueleto de braço, os pesquisadores brasileiros também estão realizando outro projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para criar um exoesqueleto para perna que, segundo Cordero, apresenta um desafio científico para ser construído menor do que o exoesqueleto de braço.

“Normalmente, o controle motor das pernas é muito mais definido do que os braços. Enquanto as pernas permitem caminhar, correr, descer e subir escadas, entre outras funções, os braços fazem muito mais ações diferentes, e isso é uma complicação adicional”, disse.

Fonte: Agência Fapesp/Info Online