sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Tecnologia Gorilla Glass

Aparelhos touchscreen se tornaram algo tão comum em nossas vidas, seja pelos smartphones, tablets e outras plataformas, que você até pode pensar que não podemos ter uma experiência ainda mais imersiva nesse tipo de tecnologia. Mas, como nesse universo tudo acontece muito rapidamente, especialistas preveem que em dez ou 15 anos, produtos um tanto futurísticos terão um papel fundamental no dia a dia das pessoas.

Hoje, já é possível acompanhar o desenvolvimento de televisões, videogames e eletrodomésticos totalmente interativos. E uma dessas inovações é o Gorilla Glass, um recurso criado pela empresa Corning, que consiste em uma tela touchscreen feita de vidro que não risca e é mais forte e resistente do que os periféricos atuais. Atualmente, já é utilizado em smartphones da Samsung e LG.

Pensando em prever como vamos viver nos próximos anos com a utilização dessa ferramenta, a Corning produziu um vídeo no qual fala sobre como essa tecnologia inteligente em vidro vai nos ajudar a reconstruir o que conhecemos do planeta no futuro. As demonstrações chegam a ser alucinantes, e você com certeza vai se impressionar em como o cotidiano pode ficar bastante interessante com exposições interativas e múltiplas funcionaldiades.
O clipe de seis minutos de duração começa com uma criança dormindo, quando um display acoplado no chão do quarto começa a exibir a hora, fotos e outras atividades. Portátil, o aparelho se assemelha a um tablet transparente, e pode se transportado para um ambiente maior, permitindo que o indivíduo tenha acesso a um acervo de informações sobre os próprios objetos, como roupas e calçados. A interação continua no caminho para a escola, dentro do carro, que também possui um painel inteligente.

Apesar de revelar inovações nos segmentos profissionais e residenciais, no entanto, é provável que os focos principais sejam em áreas como educação e medicina que, em muitos países, carecem de investimento e recursos realmente eficientes.

No vídeo, as crianças sentam-se em fileiras, cada uma com o seu computador de mão. Na mesa dos estudantes, os PCs mostram apenas o que está na tela principal, como o sistema de menus e recursos interativos, evitando que os alunos se distraiam e, assim, prestem atenção apenas nos professores. Os conteúdos mostrados dão uma impressão de profundidade 3D, e há até um painel semelhante ao que é encontrado no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, onde os visitantes têm de montar palavras embaralhadas através do movimento das mãos.
Já no hospital, os médicos portarão os tablets transparentes que vão exibir em tempo real a ficha completa dos pacientes, além de seus diagnósticos. Essas informações podem ser passadas facilmente para uma tela maior, que também mostra todos os exames já feitos pelos doentes. O mais impressionante, talvez, é a reprodução holográfica do próprio enfermo na mesa hospitalar, onde os doutores podem analisar o cérebro e outras partes do corpo utilizando a realidade aumentada.

Futurístico ou não, essa é uma boa forma de visualizarmos como pode estar nossa vida tecnológica daqui alguns anos. Enquanto esses dias não chegam, aproveite para assistir aos vídeos do A Day Made of Glass (o primeiro é a versão reduzida, e o segundo a versão completa, de onze minutos).
Fonte: Olhar Digital

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Carro Elétrico e Dobrável

Um novo automóvel foi apresentado na Europa, durante a European Commission de Bruxelas, e promete ser o alívio para aqueles que nunca acham vagas nas ruas para estacionar seu carro. Chamado de Hiriko, o veículo é elétrico e dobrável.

Quando o carro está dobrado, ele ocupa 1/3 do espaço que um carro convencional ocuparia. Ele também possui 4 motores elétricos, um em cada roda, não havendo necessidade nenhuma de gasolina, transmissão e caixa de marchas. É isso que permite que a traseira do carro escorregue para dentro.
Além do design, é claro, o carro também precisa andar bem. E, segundo o site Future of Tech, o Hiriko possui 100km de autonomia.Tim Urquhart, analista da empresa IHS Global Insight, diz que os carros Hiriko têm baixo valor, baixo custo e "portanto, baixa margem de lucro". Cada veículo custará cerca de 12,5 mil euros (cerca de R$28,7 mil).

Cidades como Hong Kong, São Francisco e Berlim já demonstraram interesse em experimentar o carro em suas ruas. Por enquanto, o Hiriko será testado apenas em Malmo, 3ª maior cidade da Suiça.
Fonte: Olhar Digital

Estudo Mostra Como o Álcool Vicia Homens e Mulheres

São Paulo - Um estudo realizado pela Ernest Gallo Clinic e pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, esclareceu o mecanismo do vício em álcool. Pela primeira vez, ele comprovou em seres humanos que a liberação de endorfinas, substâncias que o cérebro produz responsáveis pelo prazer, é a principal causa do problema.

Os estudiosos identificaram ainda as regiões do cérebro onde a endorfina é liberada. Até hoje, as experiências só haviam mostrado os efeitos da bebida em animais, sem grande detalhamento. De acordo com a pesquisa, publicada no periódico Science Translational Medicine, as endorfinas são liberadas nas regiões cerebrais do núcleo accumbens, ligado ao prazer, e do córtex órbito-frontal, parte do córtex pré-frontal responsável por processos cognitivos e de tomada de decisão.

Os testes foram feitos em dois grupos, um com 13 alcóolatras e 12 bebedores ocasionais, que se submeteram a tomografias para verificar a atividade cerebral durante o consumo de álcool. Assim, eles perceberam que, além de dar prazer, a bebida é capaz de modificar o cérebro de quem bebe regularmente, proporcionando cada vez mais prazer e, por consequência, levando à dependência.

Os estudiosos chegaram a essa conclusão ao ver que, quanto maior a quantidade de endorfina liberada no núcleo accumbens, maior era a sensação de prazer em ambos os grupos. Mas, quanto mais liberada no córtex órbito-frontal, mais o grupo alcoólatra ficava embriagado, fato que não ocorreu no grupo de bebedores com menor frequência.

Essa novidade pode ajudar na criação de novos remédios para tratar o alcoolismo com mais eficácia do que a naltrexona, usada atualmente para combater o vício. Segundo os pesquisadores, o problema desse medicamento é que ele não bloqueia as substâncias prazerosas liberadas apenas pelo álcool e, por isso, muitos pacientes abandonam o tratamento por causa da sensação que o remédio causa. Ao descobrir onde a dependência começa, poderá ser mais fácil encontrar um fim para ela.

Fonte: Exame.com / Info Online

Sabão Magnético Pode Limpar Vazamentos de Petróleo

São Paulo - Cientistas da Universidade de Bristol e do Institut Laue-Langevin desenvolveram um sabão magnético. O objetivo é limpar vazamentos de petróleo.

O sabão é composto de sais ricos em ferro, dissolvido em íons de água, brometo e cloreto. A partir desses componentes, é formado um núcleo magnético dentro das partículas do sabão. O uso de ímãs levanta as substâncias nocivas, mas sem perturbar o ambiente natural.

A preocupação vem dos acidentes petrolíferos, cujo impacto é devastador sobre a vida marinha. Por exemplo, o colapso da plataforma submersível de petróleo Deepwater Horizon, da BP (British Petroleum) lançou 4,9 milhões de barris de petróleo no Golfo do México durante 100 dias em 2010. O petróleo envenenou todo o ecossistema local.

De acordo com o relatório publicado na revista Nature, os produtos químicos lançados, como dispersantes e sabões industriais, criaram muitos problemas ambientais. Além disso, as moléculas só começaram a quebrar seis meses depois. Portanto, é necessária uma solução mais sustentável e segura, que possa ser coletada com facilidade após o uso.

Apesar de o sabão magnético ainda estar em fase teórica, os cientistas querem um detergente capaz de ser produzido para limpar os vazamentos de petróleo e de ambientes sensíveis com segurança e eficácia.

Submetido a testes limitados pelos pesquisadores, o sabão sensível a um campo magnético foi inserido em um tubo de ensaio, em uma solução orgânica menos densa. Então, o sabão levitou para a superfície com o efeito da força magnética.

Segundo os cientistas, existe a possibilidade do sabão magnético também ser usado para recriar o fenômeno em líquidos comercialmente viáveis, que podem ir desde o tratamento de água até produtos de limpeza industrial.
Fonte: Info Online

sábado, 14 de janeiro de 2012

A Empresa que Quer Desenvolver o Vidro Indestrutível

Entorta, mas não quebra: a Corning investe 10% da receita em pesquisa para criar vidros flexíveis e indestrutíveis
São Paulo - Se você está lendo este texto sob a luz de uma lâmpada elétrica, comendo um sanduíche aquecido no forno de micro-ondas enquanto seu celular baixa um aplicativo e seu computador faz um download, você pode não saber, mas está rodeado de inovações geradas pela empresa americana Corning, criadora do super-resistente vidro Gorilla Glass, que equipa os celulares mais modernos.

Fundada há 160 anos em Nova York, a Corning domina uma alquimia que envolve vidraçaria avançada, o trato preciso de materiais químicos e um laboratório de pesquisas e desenvolvimento que participou de alguns dos momentos mais importantes da história.

Exagero? Então, antes de falar aqui sobre o Lotus Glass, o vidro que vai equipar a nova geração de TVs OLED, vamos voltar à década de 1880, quando Thomas Edison registrou a patente da primeira lâmpada elétrica incandescente comercial. Apelidado “o mago”, devido ao apetite por inovações, Edison não foi genial apenas por pensar em novas soluções. Morador de Nova Jersey, foi também o pioneiro na produção em massa de produtos e, para isso, contou com a ajuda de um vidraceiro de Nova York chamado Amory Houghton.

Por afinidade e proximidade geográfica, a dupla uniu o gênio inventivo de Edison à notória qualidade da Corning Glass Works, vidraçaria fundada no bairro do Brooklyn, mas que se mudou para a cidadezinha de Corning, a cerca de 400 quilômetros de Nova York.

O sucesso foi tanto que Menlo Park, o local do laboratório do inventor, foi rebatizado de Edison Town. Hoje, ninguém tem dúvidas de que a marca Gorilla Glass é muito mais famosa do que a cidadezinha de Corning e seus 11 mil habitantes.

O laboratório manda

A participação na criação da primeira lâmpada elétrica bastaria para incluir o nome da Corning Glass na história, mas a empresa nunca foi só uma vidraçaria.

Da TV à espaçonave

Em 1906, Amory Houghton inaugurou um pioneiro centro de pesquisas e desenvolvimento para pensar e desenhar novos produtos e aperfeiçoar sua linha industrial. Ao longo das décadas, a sala no quarto andar da fábrica foi ganhando importância até ter seu próprio prédio, depois seu próprio complexo e chegar no atual conjunto de 150 mil metros quadrados e um orçamento de centenas de milhões de dólares, que cresce ano após ano. Mesmo durante a Grande Depressão, sempre foi regra na Corning investir 10% da receita em pesquisas.

“Até 2014, as vendas da Corning atingirão a marca de 10 bilhões de dólares ao ano, mas o mais importante é continuar inovando”, disse Wendell P. Weeks, presidente da Corning Incorporated durante o encontro anual com os acionistas, em abril deste ano. “As tendências que mais crescem atualmente estão criando dificuldades que só nós estamos posicionados para resolver”, concluiu.

Dessa política de incentivo à inovação surgiram produtos que fazem parte do nosso dia a dia, como as louças resistentes a temperaturas extremas que levam a marca Pyrex, lâmpadas para semáforos, lentes de óculos mais finas e que reagem à luz do ambiente, até a aplicação de silicone na construção civil.

O conhecimento avançado da Corning no trato do silicone rendeu uma joint-venture com a Dow Chemical, que teve como meta criar filtros para motores, mas que teve como resultado mais inovador a descoberta do silicone como insumo para implantes cirúrgicos.

Na área dos gadgets, outra participação importante da empresa foi na parceria com a RCA para a fabricação de um pioneiro tubo de raios catódicos usado num protótipo que viria a se tornar a televisão. A tecnologia de ponta da Corning também garantiu uma longa e frutífera parceria com a Nasa. Quando a espaçonave Mercury entrou em órbita, levando a primeira tripulação americana ao espaço, era equipada com vidros resistentes ao calor fabricados pela Corning. Outro exemplo de colaboração entre os vidraceiros e a agência espacial foi o telescópio Hubble, que decolou em 1990 levando lentes de 2,4 metros feitas sob medida pela... Corning.

Bem antes do sucesso com os notebooks e os celulares equipados com Gorilla Glass, a Corning começava, nos anos 1960, uma pesquisa que lhe garantiria muitos lucros, mas também muitas dores de cabeça no mundo da tecnologia

Atendendo a um pedido dos correios do Reino Unido, um time de três cientistas da empresa começou a explorar as possibilidades do uso da fibra óptica. Dez anos depois, vencendo a concorrência de outros laboratórios, como o da AT&T, os doutores Robert Maurer, Donald Keck e Peter Schultz apresentaram o primeiro cabo de fibra óptica capaz de transmitir sinais por distâncias longas sem perdas significativas de qualidade. A dianteira nessa descoberta rendeu à Corning uma posição de destaque décadas depois, nos anos 90, quando a popularização da internet exigiu um upgrade geral nas redes de comunicação do mundo.

Empolgada com a nova área de atuação, em que era líder , a direção da companhia abriu várias fábricas e investiu esforços para oferecer sistemas completos de rede. Tudo ia bem até ocorrer, em 2000, o estouro da bolha das empresas de internet, grande parte delas clientes da divisão de fibra óptica da Corning.

Foram os anos mais difíceis. A crise pegou os vidraceiros em cheio e as ações da empresa chegaram a valer menos de 1 dólar, com mais de 5 mil demissões e o fechamento de plantas.

A recuperação não tardaria a acontecer, graças à intimidade centenária com os vidros. Depois da bolha das pontocom, as boas notícias chegaram com a explosão de vendas das telas finas para monitor, notebook e TV.

O sucesso das telas finas colocou de novo a Corning no rumo e, a partir de 2007, os lucros não pararam de crescer. O faturamento, hoje, é de 6,6 bilhões de dólares. Além das telas grandes das TVs e notebooks, a venda de smartphones atingiu seu auge e o Gorilla Glass se transformou em objeto de desejo dos consumidores mais antenados. Só no ano passado, 200 milhões de aparelhos foram equipados com o vidro especial da Corning.

Resistentes a arranhões e pancadas, as telas com a tecnologia são resultado de uma mistura afinada de dióxido de silício com íons de sódio e outros materiais químicos, que formam uma folha com a espessura menor que a metade de um milímetro. Esse material é banhado em íons de potássio, o que altera sua consistência atômica, comprimindo mais a estrutura molecular e garantindo maior resistência. Se parece difícil entender o processo, o produto final é impossível de confundir. Dell, Lenovo, LG, Motorola, Samung, Nokia e Sony já usam a tecnologia nos seus melhores aparelhos e é possível atestar a eficácia do Gorilla Glass riscando as telas com um prego, por exemplo.

Além disso, a Corning atendeu os projetos mais exigentes, ao fabricar vidros mais finos que os rivais. Isso ajudou os celulares a ficarem cada vez mais magros e com interfaces touchscreen com melhor resposta. Sempre cercada de mistérios quanto aos fornecedores e às tecnologias que usa, a Apple não confirma que o iPhone 4 usa uma tela projetada pela Corning, que, por sua vez, não nega, mas também não confirma.

A história mostra que a Corning deve ter um lugar relevante na fabricação das máquinas mais modernas do mundo daqui a uma centena de anos. Em vídeo que teve mais de 15 milhões de exibições no YouTube, chamado A Day Made of Glass (abr.io/1WGK), a Corning faz um exercício de futurologia em que várias interfaces digitais são exibidas em superfícies sensíveis ao toque, como TVs, espelhos, mesas, geladeiras e até o para-brisa dos carros. Apesar do ar futurista do filme, a produção de muitas dessas soluções já é viável por conta de produtos atuais da companhia.

Nos últimos anos, a empresa aumentou seu investimento em células fotovoltaicas e outras soluções de energia solar que poderiam alimentar telas finas com grande resolução e baixo consumo.

Graças ao domínio de uma técnica que envolve química, aparelhos únicos e engenheiros de ponta, a Corning anunciou, em outubro, a chegada do Lotus Glass, uma lâmina de vidro superfina que aguenta muito mais calor e por isso pode ser acoplada às placas e processadores de imagens mais potentes, sem deformar ou perder qualidade. Essas lâminas podem ser a chave para a fabricação de televisores maiores, mais finos e com maior resolução. O uso externo desses painéis, em placas de trânsito interativas ou em propagandas exibidas na rua, também seria possível devido à resistência do material.

O Lotus Glass ao alcance dos fabricantes, no entanto, não significa que a tecnologia chegará rapidamente às lojas. Diferentemente do que ocorreu no mercado dos smartphones, a Corning não encontra facilidade para entrar no mercado de TVs. Neste ano, chegou a reduzir suas previsões de ganho devido às vendas fracas de painéis que permitiriam fabricar TVs sem bordas ao redor da tela. A Sony, única parceira, colocou a solução em poucos modelos. “A Corning é um empresa teimosa. Acreditamos no design sem bordas e que seremos parte disso assim que os fabricantes conseguirem exibir a imagem nas bordas”, declarou Jim Flaws, executivo financeiro. O analista Rod Hall, do J.P. Morgan, prevê dificuldades para a Corning devido à crise econômica na Europa e nos Estados Unidos.

Mas olhando para a história da companhia não é difícil apostar que seu papel de protagonista nos mercados que estão para ser inventados pode ainda durar tanto quanto as suas telas indestrutíveis.

Fonte: Info Online

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Novo Material é Inspirado em Cutícula de Inseto

São Paulo- O que borboletas, formigas e moscas têm em comum? Uma cutícula super versátil, que pode ser resistente e também elástica. Muito em breve, essa cobertura natural dos insetos poderá ser utilizada por nós, humanos.

Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram um material com a mesma composição dessa cutícula. Barato e biodegradável, ele poderia substituir plásticos em sacolas e fraldas, por exemplo, e até mesmo ser usado em curativos ou suportes para regeneração de tecidos.

O Shrilk foi desenvolvido pela equipe do Dr. Javier G. Fernandez e publicado na revista científica Advanced Materials. Ele tem a mesma força e resistência de uma liga de alumínio, porém possui metade do peso. O segredo para a sua criação está em imitar a estrutura das cutículas dos insetos.

Nos animais, ela é composta por camadas de quitina, um polímero polissacarídeo, e de proteínas organizadas em lâminas. O Shrilk é composto de fibras de proteínas da seda (silk, em inglês) e de quitina retirada das cascas descartadas de camarão.
Fonte: Info Online

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Esqueça o 3D: Nova Tecnologia, Chamada QD, Promete Revolucionar Aparelhos Eletrônicos

Pesquisadores desenvolveram uma nova forma para reproduzir imagens, que poderá ser usada na fabricação de televisores ultra-finos, flexíveis e com alto poder de resolução.

Conhecida como "pontos quânticos" ("QD", na sigla em inglês), a novidade é feita a partir da emissão de luz de minúsculos cristais, que são 100 mil vezes menores que a largura de um fio de cabelo. Ao mudar o tamanho desses cristais, os cientistas descobriram ser possível manipular a cor da luz que eles produzem, o que acaba gerando um efeito mais colorido e natural.

Segundo o jornal The Telegraph, Os pesquisadores esperam que os primeiros televisores de pontos quânticos, com cores melhoradas e telas ainda mais finas, estejam disponíveis nas lojas até o final de 2012. Já a versão flexível deve levar pelo menos três anos para chegar ao mercado.

"Estamos trabalhando com algumas das principais empresas de produtos asiáticos. Alguns itens já farão parte da próxima geração de televisores de tela plana. A verdadeira vantagem fornecida por esse recurso é que elas podem ser impressas numa folha de plástico e facilmente enroladas ou dobradas pelo usuário", explica Michael Edelman, diretor executivo da companhia Nanoco.

Mesmo sem a divulgação de quais são as empresas que a Nanoco está trabalhando, especula-se que entre elas estejam a Sony, Sharp, Samsung e LG.

Apesar do avanço tecnológico, a escassez de alguns elementos para a produção desses displays tem impulsionado os custos de mercado, o que leva as empresas de eletrônicos a procurar novas maneiras de fazer seus produtos.

Além de televisores, displays e outros aparelhos, os pontos quânticos poderão ser usados para a fabricação de novos tipos de lâmpadas mais eficientes, como também ser alimentados por energia solar.
Fonte: Olhar Digital

Conheça o Avião Movido a Hidrogênio

Com design inspirado em pássaro protótipo de jato usa motores a hidrogênio para planar a 20 mil metros
São Paulo - Pouco importa que o jato Stratoliner seja apenas um exercício de imaginação do designer inglês William Brown. A beleza do desenho e a ideia de voar a 20 mil metros de altitude mexem com qualquer um.

As linhas do avião são inspiradas no fuselo, um pássaro de bico e pernas longas, que detém o recorde de horas ininterruptas de voo. Natural das tundras do Polo Norte, ele viaja mais de 11 mil quilômetros durante a migração para terras mais quentes.

Para voar mais alto e mais longe que os aviões normais, o Stratoliner conta com asas maiores que as encontradas nos modelos de hoje e quatro turbinas movidas a hidrogênio. Essa parte, pelo menos, não é um sonho assim tão distante. A Nasa, agência espacial americana, já testa motores que usam hidrogênio resfriado a temperaturas inferiores aos 150 °C negativos para equipar seus veículos espaciais.

Isso tudo faz com que o protótipo de avião seja ambientalmente correto e consiga viajar para qualquer canto do planeta sem precisar fazer nenhuma escala. Resta saber se a Lockheed Martin, fabricante americana de aviões que encomendou o projeto, vai conseguir transformá-lo em realidade.

Fonte: Info Online

sábado, 17 de dezembro de 2011

"Eco-Poste" de Luz Usa Energia Solar e Eólica

São Paulo - Uma empresa americana, a Savwatt, especializada em lâmpadas LED, está produzindo um poste de luz sustentável que utiliza energia eólica e solar para iluminação eficiente e ecologicamente correta.

O poste usa apenas recursos naturais - vento e sol - para carregar a bateria que irá alimentar a lâmpada LED (também um tipo de lâmpada mais sustentável e eficiente). Há uma turbina de vento, silenciosa e que não machuca os pássaros que voem próximos a ela, e um painel solar de alta eficiência e com uma bateria de 36 horas para guardar a energia, para garantir uma iluminação que dure e não precise de manutenção. Segundo o site da empresa, o poste pode passar por 50 mil horas de funcionamento antes de precisar de algum reparo.

O eco-poste é bastante resistente (produzido com materiais resistentes à água, sujeiras, sal e elementos corrosivos), versátil e fácil de ser instalado. Ele já está disponível para instalação nos Estados Unidos. Em um primeiro momento, o público alvo é a população em geral, o próprio site da empresa oferece venda em varejo, mas essa seria uma tecnologia interessante para governos que queiram reduzir sua pegada de carbono.

Fonte: Info Online

Novo Gel Regenera Queimaduras Sem Cicatriz

O hidrogel, completamente transparente, recobre os ferimentos e promove a regeneração da pele

São Paulo- Um novo gel desenvolvido nos Estados Unidos é a mais promissora arma para regeneração de ferimentos e queimaduras.

O hidrogel, um polímero a base de água, tem capacidade de promover a reconstrução da pele mesmo em situações extremas, como queimaduras de 3º grau. Em testes realizados em ratos, os cientistas da Universidade John Hopkins constataram que o material promove o crescimento inclusive de vasos sanguíneos, folículos capilares e de glândulas da pele.

Em um trabalho publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os Dr. Guoming Sun e Sharon Gerecht, explicam como o gel poderia ser produzido em larga escala, com baixo custo e, em pouco tempo, ser usado no tratamento de humanos.

Nos testes realizados em ratos, os pesquisadores cobriram ferimentos abertos de queimaduras com o hidrogel. Como controle, alguns ferimentos foram cobertos com a substância a base de colágeno utilizada hoje no tratamento de queimaduras humanas. Após 21 dias, o resultado foi surpreendente: o hidrogel havia funcionado muito mais do que o método convencional.

Estrutura de açúcar

O material gelatinoso é feito basicamente de água, de dextran, um tipo de açúcar, e polietilenoglicol (PEG), utilizado em diversos produtos, como cosméticos e remédios. Após três semanas agindo, o hidrogel é reabsorvido sem deixar vestígios. Como não contém drogas ou componentes biológicos, ele provavelmente seria facilmente aprovado pelo FDA, o órgão americano que regula alimentos e bebidas.

O motivo para o bom desempenho do material seria resultado de uma combinação de fatores. Em primeiro lugar, a estrutura das moléculas de açúcar do hidrogel facilitaria o acúmulo da reposta inflamatória produzida pelo corpo. Aos poucos, essa resposta quebraria o hidrogel e abriria espaço para o crescimento de novas veias. Além disso, os pesquisadores acreditam que o material pode capturar células-tronco que costumam flutuar na corrente sanguínea e induzi-las a se transformar nos tecidos necessários.

Outro benefício do material é que ele cobre por completo o ferimento, evitando infecções. Quanto mais cedo for aplicado, maiores as chances de regeneração completa sem cicatrizes. O seu potencial de uso é imenso, especialmente nas queimaduras graves, de terceiro grau. Elas requerem tratamentos demorados e que, na maioria das vezes, deixam marcas no corpo. As cicatrizes são apenas um dos problemas, uma vez que a pele queimada também perde pelos/cabelos.

Se tudo correr bem com os testes em ratos, em breve os pesquisadores podem ter aprovação para testar o material em humanos e, quem sabe, comercializá-lo em alguns anos.

Fonte: Info Online

sábado, 10 de dezembro de 2011

Será Que os Computadores Serão Capazes de Imortalizar os Humanos?

Ao longo dos últimos anos, diversos estudos, pesquisas e testes científicos foram realizados para nos beneficiar e melhorar nossa condição de vida. Mas, algo que sempre esteve nas pranchetas dos cientistas e que chega a ser maior do que a busca pela fórmula do rejuvenecimento é encontrar a chave para "driblar" a morte.

Em uma tentativa de imortalizar nossa imagem, o computador se tornou um poderoso aliado que guarda todas - ou boa parte - das nossas informações como fotos, vídeos e frases. No entanto, um pesquisador afirmou estar trabalhando em algo muito mais promissor: plataformas interativas capazes de reencanar um ser humano em máquinas não biológicas, possibilitando, assim, que vivamos para sempre.

O inventor e futurista americano Ray Kurzwell acredita que nas próximas décadas os humanos poderão efetuar uma cópia digital das trilhões de conexões que existem entre as células nervosas para uma máquina não biológica - no caso, um computador. Se você acha que essa é mais uma simples pesquisa, não se engane: Kurzwell foi descrito pela revista Forbes como "o legítimo herdeiro de Thomas Edison", já que seus projetos sempre visaram compreender a mente humana e aumentar suas capacidades cognitivas.

Uma outra tentativa de simulação de processos cerebrais por meio de uma máquina pode ser vista no protótipo europeu The Human Brain Project, que propõe uma abordagem completamente nova acerca do cérebro. Com o objetivo de provocar uma revolução na neurociência e medicina, os cientistas por trás do projeto pretendem utilizar modelos de computador a fim de simular o funcionamento real do órgão. No futuro, a equipe quer substituir o cérebro humano pela máquina e criar uma forma não biológica em laboratório.

O órgão artificial terá um grande impacto em diversas áreas da sociedade, como apontar as causas básicas de doenças neurológicas entre elas o autismo, depressão, Parkinson e Alzheimer, além de fornecer estratégias para resolver os problemas. Tudo isso não beneficiaria apenas a medicina, mas também a robótica, já que as ferramentas derivadas de circuitos cerebrais ajudariam na construção de robôs inteligentes para nos auxiliar nas tarefas diárias.

Atualmente, os resultados mais notáveis sobre como tornar essa "imortalidade" real estão no trabalho de Henry Markram, da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça. O projeto, intitulado Blue Brain Project, existe há seis anos e seus idealizadores estão desenvolvendo um protótipo de laboratório capaz de construir modelos completos do cérebro. A instalação, que utiliza supercomputadores, poderá desenvolver cérebros eletrônicos de qualquer espécie e em qualquer fase de seu desenvolvimento.

Talvez demore muito tempo para encontrarmos a fórmula da eternidade. Ou, quem sabe, nunca a teremos de fato. No entanto, a ciência tem trabalhado a nosso favor e esses estudos são o começo de um futuro que promete trazer soluções para boa parte dos problemas que a humanidade enfrenta hoje. Resta saber se, para você, a imortalidade será um dom ou maldição.
Fonte: Olhar Digital

Célula Deve Garantir 2 Vezes Mais Autonomia Para Carros Elétricos

Carros elétricos são apontados como a grande solução para acabar com a poluição gerada pelos automóveis. Mas, o problema que ainda não foi resolvido pelos pesquisadores é a autonomia dos veículos, uma vez que baterias são pesadas e não oferecem a mesma energia de um tanque de gasolina, por exemplo.

Porém, pesquisadores da Universidade de Maryland desenvolveram uma célula de energia que dá mais eficiência a esse gerador. Chamada de óxido-sólida (SOFC), a célula se diferencia por poder reagir não só com o Hidrogênio, mas também com qualquer tipo de combustível, como gasolina, diesel e gás natural. Esses combustíveis, utilizados em uma escala bastante pequena, seriam capazes de produzir o ganho necessário para aumentar a autonomia dos carros elétricos em grandes proporções.

Mas, há um problema que impediu a célula de ser usada em maior escala: a temperatura. Elas só conseguiam trabalhar em ambientes muito quentes, que chegavam a pouco mais de 900ºC, de acordo com o site Technology Review.

Ao trocar materiais e o design, os pesquisadores conseguiram fazer com que a célula produza 10 vezes mais energia em um tamanho super reduzido (10 centímetros de lado). Além disso, a temperatura que permite seu funcionamento diminuiu: atualmente, é necessário aquecê-la a 650°C.

Os pesquisadores já têm planos para que as temperaturas em ação cheguem a 350ºC, o que permitiria o uso dessas células em carros comuns. Os cientistas afirmam que o preço já é compatível e a nova tecnologia poderia concorrer com carros equipados com motores a gasolina.
Fonte: Olhar Digital

Calçados Geram e Armazenam Energia Elétrica Apenas Com o Caminhar

Engenheiros da Universidade de Wisconsin (Estados Unidos) inventaram um conceito de sapato que é capaz de captar os passos do usuário, armazená-los e transformá-los em energia elétrica, de acordo com o site Extreme Tech.

Para desenvolver o produto, a equipe de pesquisadores, liderada pelo professor Tom Krupenkin, usou um processo chamado "electrowetting", que é capaz de gerar energia de aproximadamente 10 watts de potência com uma simples caminhada. O electrowetting é um princípio no qual um líquido, no caso óleo sobre a água, altera sua fórmula química pela aplicação de corrente elétrica.

No entanto, com os calçados, os cientistas conseguiram fazer o efeito inverso: os sapatos forçam essa mistura de líquidos sobre alguns eletrodos dentro de pequenas bexigas nas extremidades do calçado, criando uma corrente elétrica que é armazenada em uma bateria. Na parte de trás do sapato, os engenheiros incorporaram uma porta micro USB, permitindo que os usuários recarreguem seus aparelhos móveis através da carga guardada no produto.

Os inventores afirmam que também criaram uma forma de transmissão sem fio a partir do sapato, algo como o Wi-Fi. No entanto, nenhuma informação mais detalhada foi divulgada.

Devido à falta de investidores, ainda não há previsão se o produto será lançado no mercado. Os sapatos são apenas um conceito do que pode se tornar algo comercialmente viável no futuro.
Fonte: Olhar Digital

sábado, 3 de dezembro de 2011

Bridgestone Mostra Pneu Que Não Usa Ar

Pneu murcho será coisa do passado. Ao menos se depender da Bridgestone. A empresa mostrou na Tokyo Motor Show 2011 o pneu Airfree, que não precisará ser preenchido com ar para sustentar um carro ou uma moto, por exemplo.

A ideia não é nova. A Michellin mostrou um projeto parecido há alguns anos. Mas, convenhamos, esse Airfree da Bridgestone está bem mais elegante. Segundo a fabricante, os Airfree teriam a mesma capacidade de absorver choque de um pneu tradicional.

O pneu usa um plástico térmico, que é distribuído em tiras de 45 graus. O segredo da estrutura é a combinação das tiras tanto para a esquerda quanto para a direita, o que cria esse visual psicodélico. Com isso, houve ganho de resistência, estabilidade e flexibilidade.

Outro benefício seria o fim dos furos. Com esse pneu seria possível dirigir até sobre superfícies cortantes. Mesmo que a primeira camada seja cortada, não haverá um esvaziamento do ar, como ocorre atualmente.

O Airfree ainda é um protótipo. Por enquanto não há previsão de fabricação do pneu.

Fonte: Info Online

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Impressora 3D é Capaz de Reproduzir Material Semelhante ao Osso Humano

Por mais que estejam sempre nos "bastidores" e você talvez conheça apenas o produto final delas, as impressoras 3D têm alcançado um grande espaço no dia a dia das pessoas. Geralmente, são elas as responsáveis por todo tipo de protótipo de produtos - ou seja, as primeiras amostras feitas para análise e testes. No mundo da medicina, elas também têm desempenhado papel fundamental e já são capazes até mesmo de imprimir vasos sanguíneos!

Pensando em reciclar ainda mais o uso dessa tecnologia, pesquisadores e engenheiros da Universidade do Estado de Washington (Estados Unidos) utilizam um modelo do aparelho 3D para desenvolver um material similar aos ossos do corpo humano.

De acordo com o site Geeky Gadgets, o objetivo do experimento é reparar graves lesões nos seres humanos. O novo material pode ser usado como base para ajudar no conserto de ossos quebrados enquanto eles se reestruturam novamente. O curioso é que, após o osso ter se calcificado, o material se dissolve sem deixar qualquer tipo de sequela ou efeitos colaterais no organismo dos pacientes.

Para chegar a tais resultados, os pesquisadores reprogramaram uma impressora 3D industrial, responsável pela fabricação de materiais de metal, para então produzir a nova estrutura. O aparelho com tecnologia de terceira dimensão funciona como um pulverizador de tinta que libera uma pasta de plástico sobre uma fina camada de pó, que tem a mesma espessura de um fio de cabelo.

Feito isso, e seguindo as instruções do computador, a impressora cria um cilindro com o material plástico do tamanho de uma borracha contida em um lápis.

"Se um médico tem uma tomografia computadorizada apontando um determinado defeito, podemos convertê-lo para um arquivo CAD e fazer a armação de acordo com o problema", afirma a professora Susmita Bose, da Escola de Engenharia de Materiais e Mecânica da Universidade do Estado de Washington.

O novo material já é testado em seres vivos. Com isso, os pesquisadores apontam que tiveram excelentes resultados, e acreditam que, no futuro, o material poderá ser usado na recuperação de fraturas.
Fonte: Olhar Digital