Brasília - Ao imaginar um prato ou uma bebida que dá água na boca, as
pessoas podem ir além do salgado, doce, amargo e azedo. É a descoberta
de um quinto sabor básico: o umami. A palavra, de origem japonesa,
significa delicioso e saboroso. Na prática, o umami é reconhecido por
ser duradouro, ficando na boca por mais tempo do que os demais sabores.
Inconscientemente ou não, as pessoas tendem a não exagerar quando
ingerem algo cujo sabor predominante é o umami.
O sabor está presente em vários alimentos e temperos que
ocupam a mesa do brasileiro, como o queijo parmesão, os peixes, os
frutos do mar, o tomate, os cogumelos, o molho shoyu e algumas carnes.
Há oito anos, cientistas brasileiros da área de Toxicologia de
Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de
São Paulo, pesquisam em ratos os efeitos biológicos (aspectos
bioquímicos) de uma das substâncias responsáveis por esse quinto sabor -
o glutamato monossódico.
O professor Felix G. Reyes, da Unicamp, que coordena o grupo
de pesquisas, lembrou que a descoberta do umami foi gerada pela
percepção do glutamato como realizador de sabor nos alimentos. Segundo o
professor, em seguida foi verificado que o inosinato e guanilato também
contribuem com o umami.
Reyes destacou ainda que o gosto doce está associado à glucose
e à sacarose, o salgado ao cloreto de sódio (sal de cozinha), no amargo
há um conjunto de elementos que são na sua maioria orgânicos e no azedo
a sensação gustativa depende da concentração do íon hidrogênio.
Ao comer ou beber algo são acionados de 7.500 a 12.000 botões
gustativos, que ficam na boca. O que parece simples e automático é
identificado pela língua, que percebe os gostos doce, azedo, salgado,
amargo e umami, e transmite as informações para o cérebro por meio dos
nervos gustativos.
“A descoberta do umami é do começo do século 20, no Japão,
quando o pesquisador Kikunae Ikeda, da Universidade Imperial de Tóquio,
fez pesquisas e chegou à conclusão que existe um quinto sabor, daí o
nome umami ser de origem japonesa”, disse Reyes que, atualmente,
desenvolve pesquisas para avaliar o uso seguro do glutamato como aditivo
alimentar para observar possíveis efeitos que esse composto possa
provocar no organismo humano.
O pesquisador acrescentou ainda que o uso do glutamato como
aditivo alimentar é autolimitante, pois os resultados mostram que o
exagero na ingestão de um alimento ou tempero nos quais predominam o
umami causam uma sensação desagradável.
Reyes disse também que efeitos adversos à saúde têm sido
associados ao glutamato quando o organismo é exposto por uma via que não
seja a oral. Assim, de acordo com ele, é necessário avançar nas
pesquisas para verificar os impactos das substâncias que integram o
umami, quando ingeridas junto com os alimentos.
“Em conclusão, as evidências científicas indicam que essas
moléculas [que formam o umami] são seguras quando usadas como aditivos
alimentares. Mas é preciso desenvolver mais pesquisas. Queremos
verificar se há impactos bioquímicos, hematológicos ou outros efeitos
adversos ao organismo”, disse Reyes.
Fonte: Agência Brasil / Info Online
domingo, 15 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Pilha Japonesa Carrega Com a Água
São Paulo - A fabricante japonesa Aqua Power System criou a NoPoPo
Battery, uma pilha que funciona sem poluir e agredir o meio ambiente.
A NoPoPo Battery (No Pollution Power) funciona quando o usuário coloca um líquido a base de água na parte interna da bateria com ajuda de uma espécie de seringa. Isso é possível porque dentro da pilha existe uma mistura de carbono e magnésio, que em contato com a água reage e gera energia.
Esse líquido pode ser água, suco, cerveja, whisky e refrigerante. A empresa também garante o funcionamento da pilha caso o usuário coloque saliva ou urina na pilha. Para carrega-la, basta sugar o líquido com a seringa, empurrar o lacre e despejar o conteúdo na bateria.
Outro diferencial da NoPoPo é que ela não se deteriora rapidamente, como as convencionais. Ela consegue reter sua carga por até 20 anos. Porém, a pilha só pode ser recarregada no máximo seis vezes.
A pilha também é reciclável e não contém substâncias nocivas e metais pesados, como mercúrio, chumbo ou cádmio. Portanto, após recarregar o máximo de vezes possível, o usuário pode fazer o descarte da pilha de forma sustentável.
As pilhas NoPoPo tem 1/3 do peso da uma bateria convencional. Elas estão à venda no site Japan Trend Shop e custam 58 dólares.
Fonte: Info Online
A NoPoPo Battery (No Pollution Power) funciona quando o usuário coloca um líquido a base de água na parte interna da bateria com ajuda de uma espécie de seringa. Isso é possível porque dentro da pilha existe uma mistura de carbono e magnésio, que em contato com a água reage e gera energia.
Esse líquido pode ser água, suco, cerveja, whisky e refrigerante. A empresa também garante o funcionamento da pilha caso o usuário coloque saliva ou urina na pilha. Para carrega-la, basta sugar o líquido com a seringa, empurrar o lacre e despejar o conteúdo na bateria.
Outro diferencial da NoPoPo é que ela não se deteriora rapidamente, como as convencionais. Ela consegue reter sua carga por até 20 anos. Porém, a pilha só pode ser recarregada no máximo seis vezes.
A pilha também é reciclável e não contém substâncias nocivas e metais pesados, como mercúrio, chumbo ou cádmio. Portanto, após recarregar o máximo de vezes possível, o usuário pode fazer o descarte da pilha de forma sustentável.
As pilhas NoPoPo tem 1/3 do peso da uma bateria convencional. Elas estão à venda no site Japan Trend Shop e custam 58 dólares.
Fonte: Info Online
Asas das Borboletas Podem Coletar Energia Solar
Nova York - As asas das borboletas não são apenas bonitas: elas
também são coletoras de energia solar sofisticadas, que contribuem para
manter as borboletas aquecidas. Além disso, os pesquisadores afirmam que
a estrutura em forma de escamas pode fornecer pistas valiosas para o
desenvolvimento de tecnologias solares superiores.
"A capacidade de manipular e coletar a luz é importante para a performance de dispositivos de energia solar", afirmou Tongxiang Fan, cientista de materiais da Universidade de Shanghai Jiao Tong, na China, que está liderando a iniciativa. Ele e seus colegas relataram as descobertas na semana retrasada, no encontro anual da Sociedade Americana de Química, em San Diego.
Os cientistas usaram um microscópio eletrônico para estudar a estrutura das asas de duas espécies de borboletas pretas. Eles escolheram as asas pretas porque elas absorvem o máximo de energia solar.
Eles descobriram que as asas são compostas de escamas compridas e retangulares, que estão sobrepostas de maneira semelhante a telhas em um telhado. As escamas das duas espécies também possuíam sulcos pronunciados, com pequenos orifícios dos dois lados conduzindo até a camada seguinte.
Essa estrutura direciona a luz para a próxima camada, o que contribui para a captura de uma grande quantidade de calor. Os pesquisadores também criaram um modelo para usar a energia solar da mesma forma que as asas das borboletas.
"O protótipo é muito, muito eficiente", afirmou Fan. Ele e sua equipe estão trabalhando agora na criação de um produto para comercialização que usa as asas como fonte de inspiração. "Este é apenas o primeiro passo", afirmou Fan.
Fonte: The New York Times/Info Online
"A capacidade de manipular e coletar a luz é importante para a performance de dispositivos de energia solar", afirmou Tongxiang Fan, cientista de materiais da Universidade de Shanghai Jiao Tong, na China, que está liderando a iniciativa. Ele e seus colegas relataram as descobertas na semana retrasada, no encontro anual da Sociedade Americana de Química, em San Diego.
Os cientistas usaram um microscópio eletrônico para estudar a estrutura das asas de duas espécies de borboletas pretas. Eles escolheram as asas pretas porque elas absorvem o máximo de energia solar.
Eles descobriram que as asas são compostas de escamas compridas e retangulares, que estão sobrepostas de maneira semelhante a telhas em um telhado. As escamas das duas espécies também possuíam sulcos pronunciados, com pequenos orifícios dos dois lados conduzindo até a camada seguinte.
Essa estrutura direciona a luz para a próxima camada, o que contribui para a captura de uma grande quantidade de calor. Os pesquisadores também criaram um modelo para usar a energia solar da mesma forma que as asas das borboletas.
"O protótipo é muito, muito eficiente", afirmou Fan. Ele e sua equipe estão trabalhando agora na criação de um produto para comercialização que usa as asas como fonte de inspiração. "Este é apenas o primeiro passo", afirmou Fan.
Fonte: The New York Times/Info Online
domingo, 8 de abril de 2012
Honda Cria Veículo de Uma Roda Só
São Paulo - O Segway já demonstrou a eficácia dos controles robóticos
para manter o equilíbrio sobre duas rodas. Agora, a Honda deu um passo
adiante criando um veículo com apenas uma roda, o U3-X. Para
equilibrar-se e receber comandos do usuário, o monociclo usa tecnologia
criada para o robô Asimo.
Para pilotar o U3-X, basta inclinar o corpo ligeiramente à frente ou em direção a um dos lados. O monociclo responde andando naquela direção. Sua única roda é, na verdade, formada por um grande número de rodinhas em torno de um aro. Quando as rodinhas giram, o monociclo anda de lado.
Quando gira o aro, ele se desloca para a frente ou para trás. A combinação dos dois movimentos permite andar em diagonal. Uma bateria de lítio fornece energia para os motores elétricos. Segundo a Honda, a carga é suficiente para uma hora de uso.
O U3-X pesa apenas 10 quilos e tanto o banquinho como os apoios para os pés são dobráveis para facilitar o transporte. A Honda diz que poderá ser usado em aeroportos, shopping centers e prédios corporativos. Um protótipo do U3-X é uma das atrações de uma exposição sobre transporte urbano aberta nesta semana na Cité de L´Architecture et du Patrimoine, o museu de arquitetura de Paris. Mas a Honda não divulgou quando pretende fabricá-lo.
Fonte: Info Online
Para pilotar o U3-X, basta inclinar o corpo ligeiramente à frente ou em direção a um dos lados. O monociclo responde andando naquela direção. Sua única roda é, na verdade, formada por um grande número de rodinhas em torno de um aro. Quando as rodinhas giram, o monociclo anda de lado.
Quando gira o aro, ele se desloca para a frente ou para trás. A combinação dos dois movimentos permite andar em diagonal. Uma bateria de lítio fornece energia para os motores elétricos. Segundo a Honda, a carga é suficiente para uma hora de uso.
O U3-X pesa apenas 10 quilos e tanto o banquinho como os apoios para os pés são dobráveis para facilitar o transporte. A Honda diz que poderá ser usado em aeroportos, shopping centers e prédios corporativos. Um protótipo do U3-X é uma das atrações de uma exposição sobre transporte urbano aberta nesta semana na Cité de L´Architecture et du Patrimoine, o museu de arquitetura de Paris. Mas a Honda não divulgou quando pretende fabricá-lo.
sábado, 31 de março de 2012
Físicos Criam Dispositivo Invisível a Campos Magnéticos
São Paulo - Cientistas da Universidade de Barcelona, com a
colaboração de estudos de pesquisadores da Academia de Ciência da
Eslováquia, criaram um cilindro capaz de ficar invisível a campos
magnéticos estáticos.
O avanço pode ter implicações na área militar e médica. O estudo foi publicado na edição da sexta-feira (23) da revista Science.
O dispositivo consiste na criação de campos magnéticos estáticos, que são gerados por um imã permanente ou por uma bobina atravessada por uma corrente elétrica contínua. Ele tem duas camadas concêntricas. A camada interna é feita de um material supercondutor que repele os campos magnéticos. Já a externa é composta por um material ferromagnético que os atrai.
O efeito é um campo magnético completamente inexistente no interior do cilindro e sem nenhuma distorção do campo magnético exterior. O cilindro, mesmo situado no campo magnético, não o perturba, não mostra sombra, nem reflexo. Logo, um objeto no interior dele não pode ser detectado magneticamente. É como se ele perdesse a sensibilidade.
Os campos magnéticos são fundamentais para a produção de energia elétrica e para a concepção de motores para todos os tipos de dispositivos mecânicos, bem como para novos avanços em computadores e dispositivos de telefonia móvel, por exemplo. Por esta razão, controlar este campo representa uma conquista importante no desenvolvimento tecnológico.
A criação pode ser aplicada em carros, barcos e submarinos. Ela pode ser usada em pacientes com marca-passo, sensível às ondas eletromagnéticas, ou até mesmo para imagens de ressonância magnética sem nenhuma distorção.
Para os físicos, como o material ferromagnético e o supercondutor estão disponíveis no mercado, são fortes e têm temperatura considerada quente, o dispositivo pode funcionar com facilidade.
Fonte: Info Online
O avanço pode ter implicações na área militar e médica. O estudo foi publicado na edição da sexta-feira (23) da revista Science.
O dispositivo consiste na criação de campos magnéticos estáticos, que são gerados por um imã permanente ou por uma bobina atravessada por uma corrente elétrica contínua. Ele tem duas camadas concêntricas. A camada interna é feita de um material supercondutor que repele os campos magnéticos. Já a externa é composta por um material ferromagnético que os atrai.
O efeito é um campo magnético completamente inexistente no interior do cilindro e sem nenhuma distorção do campo magnético exterior. O cilindro, mesmo situado no campo magnético, não o perturba, não mostra sombra, nem reflexo. Logo, um objeto no interior dele não pode ser detectado magneticamente. É como se ele perdesse a sensibilidade.
Os campos magnéticos são fundamentais para a produção de energia elétrica e para a concepção de motores para todos os tipos de dispositivos mecânicos, bem como para novos avanços em computadores e dispositivos de telefonia móvel, por exemplo. Por esta razão, controlar este campo representa uma conquista importante no desenvolvimento tecnológico.
A criação pode ser aplicada em carros, barcos e submarinos. Ela pode ser usada em pacientes com marca-passo, sensível às ondas eletromagnéticas, ou até mesmo para imagens de ressonância magnética sem nenhuma distorção.
Para os físicos, como o material ferromagnético e o supercondutor estão disponíveis no mercado, são fortes e têm temperatura considerada quente, o dispositivo pode funcionar com facilidade.
Fonte: Info Online
Australiano Inventa Moto Movida a Ar Comprimido
São Paulo - O australiano Dean Benstead criou o conceito da
motocicleta O2 Pursuit. Ela é movida a ar comprimido e tem como objetivo
promover uma alternativa de transporte sustentável a população.
A moto tem capacidade de atingir velocidade de até 100 km/h. Ela roda em ar comprimido limpo por meio de uma tecnologia de motores desenvolvida localmente, que fornece uma plataforma sustentável. Portanto, ela traz benefícios no funcionamento da moto e para o meio ambiente.
Outro ponto de destaque está no peso da moto, que é bem menor quando comparada com as motocicletas convencionais. Isso acontece porque a O2 Pursuit não tem tanque de combustível, o que aumenta a habilidade e capacidade de manobra do piloto. Para suprir a falta do tanque, o veículo tem um compartimento que abriga um cilindro de ar comprimido.
O objetivo de Benstead é provar que é possível usar uma tecnologia como alternativa aos combustíveis fósseis e à eletricidade, medida necessária devido ao aumento do preço da gasolina, ao esgotamento do petróleo e pelo impacto ambiental gerado pelos combustíveis fósseis. Além de não poluir a atmosfera, a moto é silenciosa, o que diminui as taxas de poluição sonora dos grandes centros urbanos.
As estações de recarga são equipadas com compressores movidos a energia solar ou qualquer outra fonte de energia renovável. Dessa forma, é desenvolvido um círculo completo de criação e utilização de energia limpa.
A moto deverá ser fabricada com materiais reciclados, o que reduz o custo de operação. Ela poderá ser usada em cidades e estradas, inclusive as de terra. Porém, por ser apenas um protótipo, ainda não há um custo estimado para a comercialização.
Fonte: Info Online
A moto tem capacidade de atingir velocidade de até 100 km/h. Ela roda em ar comprimido limpo por meio de uma tecnologia de motores desenvolvida localmente, que fornece uma plataforma sustentável. Portanto, ela traz benefícios no funcionamento da moto e para o meio ambiente.
Outro ponto de destaque está no peso da moto, que é bem menor quando comparada com as motocicletas convencionais. Isso acontece porque a O2 Pursuit não tem tanque de combustível, o que aumenta a habilidade e capacidade de manobra do piloto. Para suprir a falta do tanque, o veículo tem um compartimento que abriga um cilindro de ar comprimido.
O objetivo de Benstead é provar que é possível usar uma tecnologia como alternativa aos combustíveis fósseis e à eletricidade, medida necessária devido ao aumento do preço da gasolina, ao esgotamento do petróleo e pelo impacto ambiental gerado pelos combustíveis fósseis. Além de não poluir a atmosfera, a moto é silenciosa, o que diminui as taxas de poluição sonora dos grandes centros urbanos.
As estações de recarga são equipadas com compressores movidos a energia solar ou qualquer outra fonte de energia renovável. Dessa forma, é desenvolvido um círculo completo de criação e utilização de energia limpa.
A moto deverá ser fabricada com materiais reciclados, o que reduz o custo de operação. Ela poderá ser usada em cidades e estradas, inclusive as de terra. Porém, por ser apenas um protótipo, ainda não há um custo estimado para a comercialização.
Fonte: Info Online
quarta-feira, 21 de março de 2012
Israelenses Criam Tratamento de Água de Baixo Custo
São Paulo - Dois alunos israelenses, Avishai Katko e Maya Braun, do
ensino médio da Sharett High School, na cidade de Netanya, desenvolveram
uma estação de tratamento de água de baixo custo.
Para isso, o sistema expõe a água poluída à luz ultravioleta dos raios solares para limpar e filtrar o abastecimento de água com auxílio de energias renováveis. Assim, ela fica adequada para o consumo.
Katko e Braun dizem que o dispositivo poderia ser usado em qualquer casa, por qualquer pessoa, se fosse comercializado. O tratamento de água israelense é modular, móvel e adequado para ser usado em locais com escassez de água potável, mas que tenham luz solar abundante durante boa parte do ano, já que depende dos raios solares.
Trata-se de um passo importante porque, atualmente, a maior parte da água de Israel é tratada em usinas de dessalinização. Se esse novo sistema for comercializado, fará com que os cidadãos consigam colher e tratar a própria água que consumir sem gastar muito dinheiro e com maior autonomia.
O projeto foi apresentado no Fórum Mundial da Água, que aconteceu França. Além disso, o sistema ganhou o Intel-Israel 15th Annual Young Scientists Competition. A competição ocorreu no Museu de Ciência Bloomfield de Jerusalém. Já a cerimônia de premiação foi feita no Knesset. Os dois estudantes vão receber uma bolsa de estudo universitária no valor de três mil dólares. Além disso, vão representar Israel na competição mundial em Pittsburgh, Pensilvânia, no final deste ano.
Fonte: Info Online
Para isso, o sistema expõe a água poluída à luz ultravioleta dos raios solares para limpar e filtrar o abastecimento de água com auxílio de energias renováveis. Assim, ela fica adequada para o consumo.
Katko e Braun dizem que o dispositivo poderia ser usado em qualquer casa, por qualquer pessoa, se fosse comercializado. O tratamento de água israelense é modular, móvel e adequado para ser usado em locais com escassez de água potável, mas que tenham luz solar abundante durante boa parte do ano, já que depende dos raios solares.
Trata-se de um passo importante porque, atualmente, a maior parte da água de Israel é tratada em usinas de dessalinização. Se esse novo sistema for comercializado, fará com que os cidadãos consigam colher e tratar a própria água que consumir sem gastar muito dinheiro e com maior autonomia.
O projeto foi apresentado no Fórum Mundial da Água, que aconteceu França. Além disso, o sistema ganhou o Intel-Israel 15th Annual Young Scientists Competition. A competição ocorreu no Museu de Ciência Bloomfield de Jerusalém. Já a cerimônia de premiação foi feita no Knesset. Os dois estudantes vão receber uma bolsa de estudo universitária no valor de três mil dólares. Além disso, vão representar Israel na competição mundial em Pittsburgh, Pensilvânia, no final deste ano.
Fonte: Info Online
segunda-feira, 19 de março de 2012
Cientista Desenvolve Célula Solar Com Sobras de Folhas e Grama
Andreas Mershin, cientista do Instituto de Tecnologia de Massachusetts
(MIT), levou a sustentabilidade a sério: inventou painéis solares que
usam como base pedaços cortados de grama e até folhas mortas.
Segundo o Extreme Tech, o elemento principal do processo é algo, de certa forma, óbvio. Mershin extraiu as moléculas fotossintéticas das plantas – parte responsável por transformar luz em energia – estabilizou esses elementos e os espalhou em um substrato de vidro. Assim, quando a luz atinge os painéis, os materiais presentes a absorvem, convertendo-a em eletricidade. Basicamente, foi uma troca da camada de silício das células normais pelas moléculas fotossintéticas naturais.
O cientista diz que, no futuro, será possível fazer uma mistura do novo material com produtos químicos, permitindo que se faça uma espécie de tinta que, espalhada sobre o teto ou pelas paredes de casas, pode gerar energia.
Por enquanto, as células têm apenas 0,1% de eficiência. Para se ter uma ideia, para se acender apenas um LED, seria necessária uma eficiência de 1% ou 2%. Porém, este é apenas o início para que novos cientistas possam aumentar a eficiência do produto. "Assim, poderemos nos tornar não apenas consumidores de eletricidade, mas produtores de eletricidade", diz.
Fonte: Olhar Digital
Segundo o Extreme Tech, o elemento principal do processo é algo, de certa forma, óbvio. Mershin extraiu as moléculas fotossintéticas das plantas – parte responsável por transformar luz em energia – estabilizou esses elementos e os espalhou em um substrato de vidro. Assim, quando a luz atinge os painéis, os materiais presentes a absorvem, convertendo-a em eletricidade. Basicamente, foi uma troca da camada de silício das células normais pelas moléculas fotossintéticas naturais.
O cientista diz que, no futuro, será possível fazer uma mistura do novo material com produtos químicos, permitindo que se faça uma espécie de tinta que, espalhada sobre o teto ou pelas paredes de casas, pode gerar energia.
Por enquanto, as células têm apenas 0,1% de eficiência. Para se ter uma ideia, para se acender apenas um LED, seria necessária uma eficiência de 1% ou 2%. Porém, este é apenas o início para que novos cientistas possam aumentar a eficiência do produto. "Assim, poderemos nos tornar não apenas consumidores de eletricidade, mas produtores de eletricidade", diz.
Fonte: Olhar Digital
domingo, 18 de março de 2012
Extrato Vegetal Impede Avanço de Câncer de Pele
São Paulo - Testes pré-clínicos feitos na Universidade de São Paulo
(USP) revelaram que um composto extraído da pariparoba (Pothomorphe
umbellata), arbusto originário da Mata Atlântica, é capaz de inibir o
desenvolvimento do melanoma e impedir que as células tumorais invadam a
camada mais profunda da pele e se espalhem para outros tecidos.
A molécula, batizada de 4-nerolidilcatecol (4-NC), foi testada em um modelo de pele artificial durante o doutorado de Carla Abdo Brohem, realizado no Departamento de Análises Clínicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP) com apoio da FAPESP.
A equipe já iniciou a etapa de testes em animais. Os resultados estão em artigo publicado na revista Pigment Cell & Melanoma Research.
Segundo Silvya Stuchi Maria-Engler, coordenadora do estudo, o melanoma é a forma mais agressiva de câncer de pele e tem origem nas células produtoras de pigmentos, os melanócitos. Dados da literatura científica indicam que de 20% a 25% dos diagnosticados com a doença morrem.
“Se tratado na fase inicial, as chances de cura são altas. Mas quando ele se torna metastático o tempo de sobrevida é curto, em torno de oito meses, pois o tumor é muito resistente às drogas existentes. Medicamentos novos, portanto, são bem-vindos”, disse.
O composto 4-NC, encontrado no extrato da raiz da pariparoba, já havia demonstrado em estudos anteriores um potente efeito antioxidante, capaz de proteger a pele dos danos causados pela radiação solar. Essa outra pesquisa, também financiada pela FAPESP, foi coordenada pela professora Silvia Berlanga de Moraes Barros, da FCF-USP.
Em 2004, uma formulação em gel contendo extrato de raiz de pariparoba foi patenteada para uso cosmético para prevenção do câncer de pele.
Testes posteriores, em culturas de células tumorais, demonstraram que o 4-NC era capaz de induzir a morte celular. “Mesmo que ele não se prove eficaz contra o melanoma nas demais etapas da pesquisa, o composto tem diversas qualidades. Podemos avaliá-lo contra outros tipos de câncer”, disse Stuchi.
Agora, no modelo de pele em 3D, o 4-NC impediu que as células tumorais migrassem da epiderme para a derme. “A molécula já passou por exames de toxicidade em animais. Se também for aprovadas na avaliação de eficácia, poderá ser testada em humanos”, contou Berlanga.
Desdobramentos - A pele artificial usada no experimento é resultado do projeto "Geração de peles artificiais humanas e melanomas invasivos como plataforma para testes farmacológicos", coordenado por Stuchi e financiado pela FAPESP.
“A gente chama de artificial, mas se trata de pele humana reconstruída em laboratório”, explicou. Tudo começa com um fragmento de pele doado após cirurgia plástica, que a equipe recebe graças a parcerias com o Hospital Universitário e com o Hospital das Clínicas.
Os cientistas então isolam os constituintes básicos da pele – fibroblastos, queratinócitos e melanócitos – e os armazenam em um biobanco. “No momento em que precisamos testar uma nova molécula, remontamos esses elementos e construímos um tecido muito semelhante à pele humana”, contou Stuchi.
Além dos estudos com o 4-NC, a pesquisa tem outros desdobramentos. Em um deles, células do sistema imunológico estão sendo acrescentadas ao modelo de pele artificial, deixando-o ainda mais completo. “Dessa forma, além de testar a toxicidade e a eficácia de um novo composto, poderemos avaliar se ele tem potencial para causar alergia ou irritação”, explicou.
Em outra vertente, os pesquisadores simulam in vitro as condições de uma pele envelhecida.“Com o passar dos anos, resíduos de glicose se depositam sobre as proteínas, como por exemplo o colágeno. Isso desorganiza a matriz extracelular que compõe a camada dérmica da pele, causando rugas e flacidez”, disse Stuchi.
Esse problema, acrescentou, ocorre de forma mais evidente na pele de pacientes diabéticos e tornam mais difícil a cicatrização de feridas. O modelo de pele envelhecida, portanto, permitirá testar a ação de cosméticos antirugas e de medicamentos para a pele de diabéticos.
“Nosso objetivo, em longo prazo, é realizar transplante de pele para tratar feridas crônicas e queimaduras”, disse. A equipe da FCF-USP também está estudando o desenvolvimento do melanoma no modelo de pele envelhecida e no modelo de pele imunocompetente.
Fonte: Agência FAPESP/Info Online
A molécula, batizada de 4-nerolidilcatecol (4-NC), foi testada em um modelo de pele artificial durante o doutorado de Carla Abdo Brohem, realizado no Departamento de Análises Clínicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP) com apoio da FAPESP.
A equipe já iniciou a etapa de testes em animais. Os resultados estão em artigo publicado na revista Pigment Cell & Melanoma Research.
Segundo Silvya Stuchi Maria-Engler, coordenadora do estudo, o melanoma é a forma mais agressiva de câncer de pele e tem origem nas células produtoras de pigmentos, os melanócitos. Dados da literatura científica indicam que de 20% a 25% dos diagnosticados com a doença morrem.
“Se tratado na fase inicial, as chances de cura são altas. Mas quando ele se torna metastático o tempo de sobrevida é curto, em torno de oito meses, pois o tumor é muito resistente às drogas existentes. Medicamentos novos, portanto, são bem-vindos”, disse.
O composto 4-NC, encontrado no extrato da raiz da pariparoba, já havia demonstrado em estudos anteriores um potente efeito antioxidante, capaz de proteger a pele dos danos causados pela radiação solar. Essa outra pesquisa, também financiada pela FAPESP, foi coordenada pela professora Silvia Berlanga de Moraes Barros, da FCF-USP.
Em 2004, uma formulação em gel contendo extrato de raiz de pariparoba foi patenteada para uso cosmético para prevenção do câncer de pele.
Testes posteriores, em culturas de células tumorais, demonstraram que o 4-NC era capaz de induzir a morte celular. “Mesmo que ele não se prove eficaz contra o melanoma nas demais etapas da pesquisa, o composto tem diversas qualidades. Podemos avaliá-lo contra outros tipos de câncer”, disse Stuchi.
Agora, no modelo de pele em 3D, o 4-NC impediu que as células tumorais migrassem da epiderme para a derme. “A molécula já passou por exames de toxicidade em animais. Se também for aprovadas na avaliação de eficácia, poderá ser testada em humanos”, contou Berlanga.
Desdobramentos - A pele artificial usada no experimento é resultado do projeto "Geração de peles artificiais humanas e melanomas invasivos como plataforma para testes farmacológicos", coordenado por Stuchi e financiado pela FAPESP.
“A gente chama de artificial, mas se trata de pele humana reconstruída em laboratório”, explicou. Tudo começa com um fragmento de pele doado após cirurgia plástica, que a equipe recebe graças a parcerias com o Hospital Universitário e com o Hospital das Clínicas.
Os cientistas então isolam os constituintes básicos da pele – fibroblastos, queratinócitos e melanócitos – e os armazenam em um biobanco. “No momento em que precisamos testar uma nova molécula, remontamos esses elementos e construímos um tecido muito semelhante à pele humana”, contou Stuchi.
Além dos estudos com o 4-NC, a pesquisa tem outros desdobramentos. Em um deles, células do sistema imunológico estão sendo acrescentadas ao modelo de pele artificial, deixando-o ainda mais completo. “Dessa forma, além de testar a toxicidade e a eficácia de um novo composto, poderemos avaliar se ele tem potencial para causar alergia ou irritação”, explicou.
Em outra vertente, os pesquisadores simulam in vitro as condições de uma pele envelhecida.“Com o passar dos anos, resíduos de glicose se depositam sobre as proteínas, como por exemplo o colágeno. Isso desorganiza a matriz extracelular que compõe a camada dérmica da pele, causando rugas e flacidez”, disse Stuchi.
Esse problema, acrescentou, ocorre de forma mais evidente na pele de pacientes diabéticos e tornam mais difícil a cicatrização de feridas. O modelo de pele envelhecida, portanto, permitirá testar a ação de cosméticos antirugas e de medicamentos para a pele de diabéticos.
“Nosso objetivo, em longo prazo, é realizar transplante de pele para tratar feridas crônicas e queimaduras”, disse. A equipe da FCF-USP também está estudando o desenvolvimento do melanoma no modelo de pele envelhecida e no modelo de pele imunocompetente.
Fonte: Agência FAPESP/Info Online
quarta-feira, 14 de março de 2012
Teia de Aranha Poderá Ser Usada na Fabricação de Eletrônicos
Pesquisadores da Universidade do Estado de Iowa, nos EUA, fizeram uma
descoberta impressionante no mundo animal: teias de aranha poderão ser
usadas na fabricação de dispositivos eletrônicos, já que são ótimas
condutoras térmicas. Além de ser flexível e forte, a seda produzida pela
aranha também é 800 vezes mais eficiente em condução de calor que
qualquer outro material orgânico.
O professor de engenharia mecânica e estudante de condutividade térmica, Xinwei Wang, encomendou 8 "aranhas-tecelãs-de-esfera-dourada" para realizar testes sobre a transferência de calor na seda, segundo o Mashable.
Com o experimento, descobriu-se que esse tipo de seda é melhor condutor que materiais comumente usados como silício, alumínio e aço puro. Outra vantagem da teia é que, diferente de outros materiais que perdem calor quando esticados, ela consegue aumentar ainda mais a temperatura.
"É muito supreendente porque a seda da aranha é um material orgânico", diz o professor Wang: "Para materiais orgânicos, a teia é o melhor já encontrado". Ele explica que só há alguns poucos materiais inorgânicos melhores que a teia, como a prata e o diamante, por exemplo.
Fonte: Olhar Digital
O professor de engenharia mecânica e estudante de condutividade térmica, Xinwei Wang, encomendou 8 "aranhas-tecelãs-de-esfera-dourada" para realizar testes sobre a transferência de calor na seda, segundo o Mashable.
Com o experimento, descobriu-se que esse tipo de seda é melhor condutor que materiais comumente usados como silício, alumínio e aço puro. Outra vantagem da teia é que, diferente de outros materiais que perdem calor quando esticados, ela consegue aumentar ainda mais a temperatura.
"É muito supreendente porque a seda da aranha é um material orgânico", diz o professor Wang: "Para materiais orgânicos, a teia é o melhor já encontrado". Ele explica que só há alguns poucos materiais inorgânicos melhores que a teia, como a prata e o diamante, por exemplo.
Fonte: Olhar Digital
sábado, 10 de março de 2012
Costa Rica Ganha Projeto de Prédio Sustentável
São Paulo - O MOOV, escritório de arquitetura de Portugal, projetou
um edifício passivo para a Costa Rica. O objetivo era produzir uma
solução que fosse ambientalmente responsável, funcional e econômica.
Criado para ser a nova sede da ONG Fundecor (voltada para a preservação de florestas), em Puerto Viejo, na Costa Rica, o edifício ganhou formato circular. Dessa forma, a construção consegue passar a ideia de continuidade, regeneração, equilíbrio e centralidade. Evoca movimento e parece ser o lugar ideal para reuniões.
Assim, o prédio consegue preservar e oferecer uma boa condição de vida aos moradores, além de melhorar as condições de regeneração natural. Dessa forma, também é possível aproveitar a paisagem local em 360º.
O edifício é construído de uma forma específica para que a topografia do terreno fique intacta e reduza a necessidade de escavação. O ar flui pelo prédio e afasta a umidade do solo do prédio. Assim, dá para resfriar a construção. Algumas paredes do prédio podem ser abertas para aumentar a ventilação nos cômodos
Com relação a preservação do meio ambiente, o projeto inclui a introdução de vegetação nativa com o objetivo de promover a biodiversidade no local, bem como a melhora da qualidade ambiental. O MOOV também apoia a fauna local, com potencial para atrair pássaros, borboletas e insetos benéficos.
A combinação da ventilação com o sombreamento e as vegetações ambientes intensificam o efeito de resfriamento. Para completar, a água da chuva é recolhida para consumo e o lixo orgânico é reciclado como adubo biológico avançado. Depois, é usado como fertilizante do solo na floresta local.
Com o projeto de edifício passivo, o MOOV ganhou o segundo lugar da competição internacional de desenho ambiental “Simbiose na Paisagem Rural” para a nova sede da Fundecor.
Fonte: Info Online
Criado para ser a nova sede da ONG Fundecor (voltada para a preservação de florestas), em Puerto Viejo, na Costa Rica, o edifício ganhou formato circular. Dessa forma, a construção consegue passar a ideia de continuidade, regeneração, equilíbrio e centralidade. Evoca movimento e parece ser o lugar ideal para reuniões.
Assim, o prédio consegue preservar e oferecer uma boa condição de vida aos moradores, além de melhorar as condições de regeneração natural. Dessa forma, também é possível aproveitar a paisagem local em 360º.
O edifício é construído de uma forma específica para que a topografia do terreno fique intacta e reduza a necessidade de escavação. O ar flui pelo prédio e afasta a umidade do solo do prédio. Assim, dá para resfriar a construção. Algumas paredes do prédio podem ser abertas para aumentar a ventilação nos cômodos
Com relação a preservação do meio ambiente, o projeto inclui a introdução de vegetação nativa com o objetivo de promover a biodiversidade no local, bem como a melhora da qualidade ambiental. O MOOV também apoia a fauna local, com potencial para atrair pássaros, borboletas e insetos benéficos.
A combinação da ventilação com o sombreamento e as vegetações ambientes intensificam o efeito de resfriamento. Para completar, a água da chuva é recolhida para consumo e o lixo orgânico é reciclado como adubo biológico avançado. Depois, é usado como fertilizante do solo na floresta local.
Com o projeto de edifício passivo, o MOOV ganhou o segundo lugar da competição internacional de desenho ambiental “Simbiose na Paisagem Rural” para a nova sede da Fundecor.
Fonte: Info Online
sábado, 3 de março de 2012
Pesquisa Busca Produzir Enzimas Para Branqueamento de Celulose
Agência FAPESP – Enzimas estão entre as biomoléculas mais notáveis.
Elas possuem propriedades catalíticas, ou seja, são proteínas capazes de
acelerar reações químicas que ocorrem dentro ou fora de um organismo.
Atualmente, enzimas têm sido utilizadas em indústrias como a
farmacêutica, para aumentar a eficiência de processos ou diminuir gastos
e impactos ambientais que possam ser causados por compostos químicos.
Durante o processamento industrial da madeira, a xilanase é uma enzima que costuma ser utilizada para o branqueamento da celulose. A Verdartis Desenvolvimento Biotecnológico, situada no campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, desenvolve um sistema de engenharia de proteínas que otimiza o processo de produção de enzimas específicas, como a própria xilanase.
O projeto de pesquisa “Bioprocesso de produção de enzimas para biorrefinaria de biomassa: branqueamento de celulose”, aprovado na chamada de propostas PAPPE-PIPE III 2011, lançada pela FAPESP em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pretende desenvolver tecnologia para a produção em larga escala de enzimas especializadas na catálise de determinados processos.
“Nós já produzimos enzimas de forma eficiente, mas falta fazer ajustes tecnológicos para poder fabricar em nível industrial”, disse Marcos Lorenzoni, sócio da Verdartis, à Agência FAPESP.
Richard John Ward, professor do Departamento de Química da USP de Ribeirão Preto, auxiliou na transferência de tecnologia do laboratório para a sede da Verdartis e presta consultoria à empresa. “Além da etapa experimental de biologia molecular, o projeto agrega tecnologias de bioprocesso de produção e de bioinformática”, disse Lorenzoni.
Para atingir escala industrial de produção, é preciso aumentar a quantidade de enzimas produzidas em um reator, o que, consequentemente, diminuirá o custo do processo.
“Atualmente, realizamos a fabricação da xilanase em fermentador de 10 litros e já conseguimos reduzir o custo da produção de bancada em 80 vezes, quando transferimos a tecnologia do laboratório para a empresa, considerando-se apenas o valor do meio de cultivo”, explicou Álvaro de Baptista Neto, da Verdartis, pesquisador responsável pelo projeto.
A redução inicial significativa no custo do processo, de acordo com Lorenzoni, está associada ao uso do software Artizima para a seleção das enzimas mais adequadas ao processo de branqueamento de celulose. O software foi desenvolvido com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
De acordo com Baptista, se não fosse pelo software, a seleção das melhores enzimas teria que ser feita a olho nu e manualmente. O processo empregado também utiliza robôs, que separam as enzimas de modo mais eficiente. “Antes dos robôs, demorávamos cerca de dois anos para produzir enzimas específicas. Com eles, o tempo foi reduzido para oito ou até mesmo seis meses”, disse.
O Artizima faz o gerenciamento de seleção das enzimas que, no caso do branqueamento de celulose, precisam se comportar bem em altas temperaturas e em níveis de acidez (pH) que variam muito – as duas principais variáveis do processo.
“Com base em um procedimento de evolução dirigida, o Artizima faz a mutação aleatória das enzimas, a simulação dinâmica molecular em diferentes temperaturas e nível de pH e, por fim, a seleção das melhores enzimas”, explicou Lorenzoni.
Evolução dirigida
Lorenzoni conta que a Verdartis busca desenvolver enzimas de acordo com as condições reais de pH e temperatura apresentadas por fábricas como as da Suzano Papel e Celulose, colaboradora da empresa.
“O processo de evolução dirigida permite melhorar cada vez mais a eficiência dessas enzimas. Em apenas quatro rodadas evolutivas, uma xilanase que funcionava a 55º C passou a responder a uma temperatura de 90º C, por exemplo”, disse.
“Com um cluster de 15 computadores [cuja aquisição para o projeto também teve apoio da FAPESP], levamos apenas um mês para chegar à mutação mais eficiente de enzimas especializadas no processo de branqueamento da celulose”, afirmou Lorenzoni.
“O software e os robôs são ferramentas que, além de nos auxiliar na procura de clones das enzimas, aumentam a possibilidade de esses clones serem mais especializados, capacitados e interessantes para o processo”, acrescentou Baptista.
Todo o procedimento desenvolvido pela Verdartis já reduz tempo e custo no processo, porém, ainda é preciso ajustá-lo para uma produção em larga escala – objetivo central do projeto aprovado pelo PAPPE-PIPE III.
A empresa, fundada em 2007, pretende patentear o processo de produção de enzimas baseado na evolução dirigida acelerada. “A Verdartis foi criada não somente para produzir enzimas, mas, principalmente, para desenvolver tecnologias para se chegar a enzimas industriais”, disse Lorenzoni.
“Resultados com fermentadores de até 10 litros já temos. Agora, queremos expandir para uma escala de 50, 100 e 500 litros. Se conseguirmos, teremos grandes chances de participar competitivamente no mercado de produção de enzimas”, disse Baptista.
Fonte: Agência FAPESP/Info Online
Durante o processamento industrial da madeira, a xilanase é uma enzima que costuma ser utilizada para o branqueamento da celulose. A Verdartis Desenvolvimento Biotecnológico, situada no campus da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, desenvolve um sistema de engenharia de proteínas que otimiza o processo de produção de enzimas específicas, como a própria xilanase.
O projeto de pesquisa “Bioprocesso de produção de enzimas para biorrefinaria de biomassa: branqueamento de celulose”, aprovado na chamada de propostas PAPPE-PIPE III 2011, lançada pela FAPESP em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), pretende desenvolver tecnologia para a produção em larga escala de enzimas especializadas na catálise de determinados processos.
“Nós já produzimos enzimas de forma eficiente, mas falta fazer ajustes tecnológicos para poder fabricar em nível industrial”, disse Marcos Lorenzoni, sócio da Verdartis, à Agência FAPESP.
Richard John Ward, professor do Departamento de Química da USP de Ribeirão Preto, auxiliou na transferência de tecnologia do laboratório para a sede da Verdartis e presta consultoria à empresa. “Além da etapa experimental de biologia molecular, o projeto agrega tecnologias de bioprocesso de produção e de bioinformática”, disse Lorenzoni.
Para atingir escala industrial de produção, é preciso aumentar a quantidade de enzimas produzidas em um reator, o que, consequentemente, diminuirá o custo do processo.
“Atualmente, realizamos a fabricação da xilanase em fermentador de 10 litros e já conseguimos reduzir o custo da produção de bancada em 80 vezes, quando transferimos a tecnologia do laboratório para a empresa, considerando-se apenas o valor do meio de cultivo”, explicou Álvaro de Baptista Neto, da Verdartis, pesquisador responsável pelo projeto.
A redução inicial significativa no custo do processo, de acordo com Lorenzoni, está associada ao uso do software Artizima para a seleção das enzimas mais adequadas ao processo de branqueamento de celulose. O software foi desenvolvido com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
De acordo com Baptista, se não fosse pelo software, a seleção das melhores enzimas teria que ser feita a olho nu e manualmente. O processo empregado também utiliza robôs, que separam as enzimas de modo mais eficiente. “Antes dos robôs, demorávamos cerca de dois anos para produzir enzimas específicas. Com eles, o tempo foi reduzido para oito ou até mesmo seis meses”, disse.
O Artizima faz o gerenciamento de seleção das enzimas que, no caso do branqueamento de celulose, precisam se comportar bem em altas temperaturas e em níveis de acidez (pH) que variam muito – as duas principais variáveis do processo.
“Com base em um procedimento de evolução dirigida, o Artizima faz a mutação aleatória das enzimas, a simulação dinâmica molecular em diferentes temperaturas e nível de pH e, por fim, a seleção das melhores enzimas”, explicou Lorenzoni.
Evolução dirigida
Lorenzoni conta que a Verdartis busca desenvolver enzimas de acordo com as condições reais de pH e temperatura apresentadas por fábricas como as da Suzano Papel e Celulose, colaboradora da empresa.
“O processo de evolução dirigida permite melhorar cada vez mais a eficiência dessas enzimas. Em apenas quatro rodadas evolutivas, uma xilanase que funcionava a 55º C passou a responder a uma temperatura de 90º C, por exemplo”, disse.
“Com um cluster de 15 computadores [cuja aquisição para o projeto também teve apoio da FAPESP], levamos apenas um mês para chegar à mutação mais eficiente de enzimas especializadas no processo de branqueamento da celulose”, afirmou Lorenzoni.
“O software e os robôs são ferramentas que, além de nos auxiliar na procura de clones das enzimas, aumentam a possibilidade de esses clones serem mais especializados, capacitados e interessantes para o processo”, acrescentou Baptista.
Todo o procedimento desenvolvido pela Verdartis já reduz tempo e custo no processo, porém, ainda é preciso ajustá-lo para uma produção em larga escala – objetivo central do projeto aprovado pelo PAPPE-PIPE III.
A empresa, fundada em 2007, pretende patentear o processo de produção de enzimas baseado na evolução dirigida acelerada. “A Verdartis foi criada não somente para produzir enzimas, mas, principalmente, para desenvolver tecnologias para se chegar a enzimas industriais”, disse Lorenzoni.
“Resultados com fermentadores de até 10 litros já temos. Agora, queremos expandir para uma escala de 50, 100 e 500 litros. Se conseguirmos, teremos grandes chances de participar competitivamente no mercado de produção de enzimas”, disse Baptista.
Fonte: Agência FAPESP/Info Online
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Virgin Quer Realizar Teste de Nave Espacial Este Ano
Palo Alto - A Virgin Galactic, parte do Virgin Group de Richard
Branson, planeja realizar um voo de teste de sua primeira nave espacial
fora da atmosfera terrestre neste ano, e o serviço comercial de
passageiros em voos suborbitais deve ser iniciado em 2013 ou 2014,
disseram executivos da empresa na segunda-feira.
Quase 500 clientes já assinaram para voos no SpaceShipTwo, uma espaçonave que acomoda seis passageiros e dois pilotos e está sendo construída e testada pela Scaled Composites, companhia aerospacial fundada pelo projetista aeronáutico Burt Rutan mas agora controlada pela Northrop Grumman.
Os voos suborbitais, que custarão 200 mil dólares por passageiro, devem atingir altitude de 109 quilômetros, o que propiciará aos viajantes alguns minutos de gravidade zero e permitirá que vejam a Terra tendo como fundo a escuridão do espaço.
"Na área suborbital, existe muito a ser feito. Trata-se de uma área que não foi explorada nas últimas quatro décadas", disse Neil Armstrong, que era pioloto de teste do avião de pesquisa X-15 nos anos 60 antes de se tornar astronauta e liderar a primeira missão a pousar na Lua.
"Há muita oportunidade", disse Armstrong aos 400 participantes da Next-Generation Suborbital Researchers Conference, em Palo Alto, Califórnia. "Espero que algumas das novas abordagens venham a se provar lucrativas e úteis. E estou seguro de que isso acontecerá".
A Virgin Galactic é a mais visível entre as empresas que estão desenvolvendo espaçonaves para propósitos de turismo, pesquisa, educação e negócios.
O SpaceShipTwo, o primeiro aparelho na frota de cinco espaçonaves que a Virgin planeja, já completou 31 testes de voo na atmosfera -15 deles atrelados ao WhiteKnightTwo, o avião que o transporta, e 16 em voo planado- disse William Pomerantz, vice-presidente de projetos especiais da Virgin Galactic, em palestra na conferência.
Os preparativos para os primeiros voos propelidos por foguete estão em curso no centro de montagem da Scaled Composites em Mojave, Califórnia, e o teste inicial deve acontecer neste ano.
"Esperamos instalar o motor-foguete na espaçonave ainda neste ano, e começar os testes com autopropulsão", disse David Mackay, chefe dos pilotos de teste da Virgin Galactic, durante a conferência.
"Gostaríamos de ser os primeiros a fazê-lo, mas não estamos correndo contra ninguém. Não se trata de uma corrida espacial como a ocorrida na era da Guerra Fria", acrescentou.
"O intervalo entre o primeiro voo com motor e o primeiro voo espacial não será longo, e de lá para o primeiro voo comercial ao espaço tampouco deve haver muita demora", disse Pomerantz a jornalistas, mais tarde.
Ele disse que os serviços de passageiros começariam em 2013 ou 2014, a depender dos resultados dos testes de voo e outros fatores, tais como o treinamento de pilotos.
Fonte: Reuters/Info Online
Quase 500 clientes já assinaram para voos no SpaceShipTwo, uma espaçonave que acomoda seis passageiros e dois pilotos e está sendo construída e testada pela Scaled Composites, companhia aerospacial fundada pelo projetista aeronáutico Burt Rutan mas agora controlada pela Northrop Grumman.
Os voos suborbitais, que custarão 200 mil dólares por passageiro, devem atingir altitude de 109 quilômetros, o que propiciará aos viajantes alguns minutos de gravidade zero e permitirá que vejam a Terra tendo como fundo a escuridão do espaço.
"Na área suborbital, existe muito a ser feito. Trata-se de uma área que não foi explorada nas últimas quatro décadas", disse Neil Armstrong, que era pioloto de teste do avião de pesquisa X-15 nos anos 60 antes de se tornar astronauta e liderar a primeira missão a pousar na Lua.
"Há muita oportunidade", disse Armstrong aos 400 participantes da Next-Generation Suborbital Researchers Conference, em Palo Alto, Califórnia. "Espero que algumas das novas abordagens venham a se provar lucrativas e úteis. E estou seguro de que isso acontecerá".
A Virgin Galactic é a mais visível entre as empresas que estão desenvolvendo espaçonaves para propósitos de turismo, pesquisa, educação e negócios.
O SpaceShipTwo, o primeiro aparelho na frota de cinco espaçonaves que a Virgin planeja, já completou 31 testes de voo na atmosfera -15 deles atrelados ao WhiteKnightTwo, o avião que o transporta, e 16 em voo planado- disse William Pomerantz, vice-presidente de projetos especiais da Virgin Galactic, em palestra na conferência.
Os preparativos para os primeiros voos propelidos por foguete estão em curso no centro de montagem da Scaled Composites em Mojave, Califórnia, e o teste inicial deve acontecer neste ano.
"Esperamos instalar o motor-foguete na espaçonave ainda neste ano, e começar os testes com autopropulsão", disse David Mackay, chefe dos pilotos de teste da Virgin Galactic, durante a conferência.
"Gostaríamos de ser os primeiros a fazê-lo, mas não estamos correndo contra ninguém. Não se trata de uma corrida espacial como a ocorrida na era da Guerra Fria", acrescentou.
"O intervalo entre o primeiro voo com motor e o primeiro voo espacial não será longo, e de lá para o primeiro voo comercial ao espaço tampouco deve haver muita demora", disse Pomerantz a jornalistas, mais tarde.
Ele disse que os serviços de passageiros começariam em 2013 ou 2014, a depender dos resultados dos testes de voo e outros fatores, tais como o treinamento de pilotos.
Fonte: Reuters/Info Online
Tecnologia Israelense Quer Purificar Água no Espaço
São Paulo - Cientistas querem testar uma nova tecnologia de
purificação de água no espaço. A iniciativa é do Instituto Fisher para
Ar e Estudos Estratégicos Espaciais e a Strauss Water, subsidiária da
maior rede de alimentos de Israel.
Até agora, as águas residuais de voos espaciais foram atiradas no espaço sideral. As equipes de pesquisa devem usar tecnologia biomédica à base de polímeros em condições de gravidade zero.
O novo sistema à base de polímero foi testado em órbita em um ônibus espacial da Nasa e removeu todas as bactérias e vírus da água utilizada com sucesso. A partir disso, foi possível criar esperanças para a mudança no sistema de descarte das águas residuais.
Segundo Dr. Eran Schenker, chefe do Centro de Pesquisa de Medicina Aeroespacial do Instituto Fisher de Israel, dessa forma, no futuro, os astronautas poderão usar a nova tecnologia de purificação de água israelense para reciclar a água usada, ao invés de descartá-la no espaço.
A novidade pode ser uma boa notícia para os astronautas de voos espaciais e para a vida na Terra. Isso porque que é preciso termos um sistema viável com urgência, capaz de facilitar a remoção eficaz de bactérias e vírus, em qualquer condição. A purificação da água é um processo crítico em regiões com escassez de água em todo o mundo.
Fonte: Info Online
Até agora, as águas residuais de voos espaciais foram atiradas no espaço sideral. As equipes de pesquisa devem usar tecnologia biomédica à base de polímeros em condições de gravidade zero.
O novo sistema à base de polímero foi testado em órbita em um ônibus espacial da Nasa e removeu todas as bactérias e vírus da água utilizada com sucesso. A partir disso, foi possível criar esperanças para a mudança no sistema de descarte das águas residuais.
Segundo Dr. Eran Schenker, chefe do Centro de Pesquisa de Medicina Aeroespacial do Instituto Fisher de Israel, dessa forma, no futuro, os astronautas poderão usar a nova tecnologia de purificação de água israelense para reciclar a água usada, ao invés de descartá-la no espaço.
A novidade pode ser uma boa notícia para os astronautas de voos espaciais e para a vida na Terra. Isso porque que é preciso termos um sistema viável com urgência, capaz de facilitar a remoção eficaz de bactérias e vírus, em qualquer condição. A purificação da água é um processo crítico em regiões com escassez de água em todo o mundo.
Fonte: Info Online
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Algas Marinhas Podem Virar Combustível
São Paulo - Cientistas do Laboratório de Bioarquitetura e da
Universidade de Washington descobriram uma forma de converter algas
marinhas em etanol. Para isso, é preciso usar um micróbio geneticamente
modificado a partir de uma bactéria comum no nosso sistema digestivo.
Baseado na Escherichia coli, o micróbio é capaz de digerir a alga e transformar os açúcares complexos existentes em sua estrutura em biocombustível. O processo pode ser feito em uma temperatura entre 25 e 30º C. Portanto, não precisa de muita energia.
Essa pode ser uma ótima forma de popularizar ainda mais o etanol. Isso porque algas marinhas crescem de forma abundante embaixo d´água e não interferem no espaço dedicado a outros tipos de cultivo, o que acontece em plantações de milho ou cana, por exemplo.
Outro ponto positivo dessa transformação das algas marinhas é que elas não precisam de fertilizantes ou de irrigação porque já estão submersas. Logo, elas conseguem reter os nutrientes da própria água do mar. Além disso, a estrutura orgânica é muito fácil de ser processada.
O estudo sugere que somente os EUA seriam capazes de produzir 1% do combustível usado atualmente ao cultivar algas marinhas em menos de 1% de seu território marítimo. Não é um volume capaz de abastecer todo o país, mas os pesquisadores a consideram como uma opção considerável, visto que dois terços do planeta estão cobertos de água.
O Laboratório de Bio Arquitetura afirma já ter feito parceria com empresas e especialistas para mostrar que desenvolver o etanol dessa forma é viável economicamente. A Europa também já tem projetos de cultivo de algas marinhas.
Fonte: Info Online
Baseado na Escherichia coli, o micróbio é capaz de digerir a alga e transformar os açúcares complexos existentes em sua estrutura em biocombustível. O processo pode ser feito em uma temperatura entre 25 e 30º C. Portanto, não precisa de muita energia.
Essa pode ser uma ótima forma de popularizar ainda mais o etanol. Isso porque algas marinhas crescem de forma abundante embaixo d´água e não interferem no espaço dedicado a outros tipos de cultivo, o que acontece em plantações de milho ou cana, por exemplo.
Outro ponto positivo dessa transformação das algas marinhas é que elas não precisam de fertilizantes ou de irrigação porque já estão submersas. Logo, elas conseguem reter os nutrientes da própria água do mar. Além disso, a estrutura orgânica é muito fácil de ser processada.
O estudo sugere que somente os EUA seriam capazes de produzir 1% do combustível usado atualmente ao cultivar algas marinhas em menos de 1% de seu território marítimo. Não é um volume capaz de abastecer todo o país, mas os pesquisadores a consideram como uma opção considerável, visto que dois terços do planeta estão cobertos de água.
O Laboratório de Bio Arquitetura afirma já ter feito parceria com empresas e especialistas para mostrar que desenvolver o etanol dessa forma é viável economicamente. A Europa também já tem projetos de cultivo de algas marinhas.
Fonte: Info Online
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