sábado, 9 de março de 2013

Cientistas Descobrem Como Desligar a Sensação de Frio


São Paulo – Cientistas da Universidade do Sul da Califórnia descobriram uma forma de bloquear a sensação de frio. Tudo isso sem afetar a sensação de tato ou a habilidade de sentir o calor.
Primeiro, a equipe de pesquisadores descobriu uma relação entre a sensação de frio e uma proteína conhecida como TRPM8. Ela é produzida por algumas células que ficam na pele e funciona como um sensor de frio.
Então, os cientistas resolveram fazer um experimento com essa proteína em ratos de laboratório. Eles isolaram e depois removeram as células responsáveis por produzir a TRPM8 nos animais.
Depois, os animais modificados passaram por vários testes com ratos normais. Eles eram posicionados em uma superfície com vários temperaturas, que variavam entre 0 e 50° C. Foi assim que eles observaram que os ratos normais permaneciam sobre a área com temperatura ambiente e evitavam ficar nos locais quentes ou frios demais.
Já os ratos modificados evitavam os locais mais quentes, mas permaneciam em temperaturas mais amenas e até nas regiões com condições que poderiam ser perigosamente frias e dolorosas. Além disso, quando eles eram testados sobre as demais sensações de toque, os ratos não apresentaram sinais de ter sofrido qualquer alteração.
Portanto, os ratos não sentiram frio após a remoção da proteína. Os cientistas envolvidos na descoberta acreditam que ela poderá ajudar no desenvolvimento de medicamentos para tratar a dor nos humanos.
Fonte: Info Online

Brasil Pode Ganhar Primeira Casa Feita Por Impressora 3D


São Paulo – O holandês Janjaap Ruijssenaars, 39 anos, é arquiteto e fundador do escritório Universe Architecture. Atualmente, ele está envolvido com um ambicioso projeto que envolve o Brasil: revolucionar a construção civil com o uso de impressoras 3D.
A meta do holandês é construir uma casa chamada de Landscape House (Casa Paisagem, em tradução livre). Ao invés de contar com a mão de obra de operários, terá suas colunas, paredes e fundações construídas por impressoras D-Shape, máquinas gigantescas capazes de produzir blocos de cimento, areia e ferro de 6 x 9 metros a partir de modelos digitais. A fachada deve ser feita de aço e vidro.
Segundo Janjaap, o Brasil manifestou interesse no projeto e pode ser o primeiro país a ganhar uma casa feita por uma impressora 3D. “Fomos abordados por uma iniciativa privada brasileira que tem 6 hectares de terra ao lado de um Parque Nacional na Mantiqueira (Minas Gerais), em um local que está a quatro horas de carro da cidade de São Paulo”, conta. 
Janjaap não está sozinho na empreitada de fazer a primeira casa produzida com uma impressora 3D.  O projeto também conta com o matemático e artista Rinus Roelofs e com o italiano Enrico Dini, engenheiro e inventor da D-Shape.
A ideia do grupo é que a casa de 1.100 metros quadrados não tenha começo nem fim, como a natureza. Por isso, ela recebeu o nome Landscape House. Segundo o arquiteto, ela deve funcionar como os ciclos contínuos naturais do nosso planeta, como a água que vai para a terra e os vales que viram montanhas.
O plano é que a casa tenha dois andares interligados por uma estrutura que forma a figura do número oito. O arquiteto descreve o formato inovador como uma superfície dobrada e infinita, em que o piso se transforma em teto e vice-versa. A casa deve ficar parecida com uma fita de Möbius. Esse objeto é feito pela colagem das duas extremidades de uma fita, após dar meia volta em uma delas.
Apesar da forma inusitada, o arquiteto espera que a Landscape House não seja apenas um item decorativo. Ele deseja que a casa tenha várias utilidades. “Ela pode servir como moradia ou algo mais público, como um museu. No Brasil, é provável que a casa funcione como um centro de informação turística à beira do parque”, diz.
O projeto não deve ficar apenas no Brasil. Também existe a possibilidade do grupo construir uma casa particular nos Estados Unidos. Além disso, Janjaap pretende espalhar construções 3D pelo mundo. “Planejamos construir no máximo uma casa por país”, conta.
Segundo Janjaap, a casa será construída em 2014 e demorará 18 meses para ficar pronta. A estimativa é que a construção da Landscape House custe cerca de US$ 5 milhões.
Fonte: Info Online


Cientista Apresenta a Caixa da Invisibilidade


São Paulo - O cientista Baile Zhang criou uma espécie de caixa da invisibilidade que parece ter saído dos filmes do Harry Potter. Ele demonstrou sua invenção na conferência TED 2013 (Technology, Education and Design) e provou que tornar um objeto invisível aos olhos humanos pode estar mais próximo do que se pensa.
A invenção de Zhang, da Universidade Tecnológica de Nanyang , em Singapura, é uma pequena caixa feita de cristais de calcita, um mineral de carbonato capaz de curvar a luz. O pesquisador anexou duas peças de calcita na caixa e pensou em usar a caixa para desviar a luz ao redor do objeto. Isso faz com que qualquer coisa colocada atrás da caixa fique invisível.
Zhang disse que teve a ideia em 2010, quando começou a criar o dispositivo de invisibilidade. Mas o cientista afirma que foi mais por diversão do que por ser um grande avanço no mundo da física. Ele também espera que o trabalho mostre que as ferramentas mais simples podem cumprir funções inusitadas e importantes, que antes exigiam métodos complicados.
Vale ressaltar que a pesquisa a caixa da invisibilidade não é a única invenção que parece ter saído do Harry Potter. Outros projetos estão sendo testados em lugares como o Imperial College de Londres, a Universidade de Duke e a Universidade do Texas.
Fonte: Info Online

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Artista Cria Nova Faixa de Pedestres


Acima, o conceito desenhado pelo designer coreano Jae Min Lim
São Paulo - O designer coreano Jae Min Lim apresentou uma maneira criativa e simples de diminuir os atropelamentos de trânsito, ao criar um desenho côncavo inspirado nos padrões de comportamento das pessoas que atravessam as ruas.
Apresentada na Seoul International Design Competition, as Ergonomic Crosswalks têm faixas maiores nas duas extremidades próximas das calçadas e mais curtas no meio. Lim imaginou que a ampliação do espaço para a travessia deixaria mais fácil o trânsito de pedestres em cruzamentos e esquinas.
Além disso, o projeto das Ergonomic Crosswalks usa lâmpadas LED para iluminar as faixas com luzes vermelhas e verdes, estas últimas acesas apenas quando os carros estão parados sobre um sensor posicionado a uma distância segura da faixa.
Fonte: Info Online

Excesso de Peso Pode Aumentar Tempo de Vida

Pessoa com excesso de peso anda pelas ruas de Lille, na França, em outubro de 2012
Washington - Pessoas com excesso de peso e obesos moderados vivem um pouco mais do que aquelas com peso normal, enquanto a obesidade mais elevada aumenta significativamente o risco de morte, de acordo com uma análise de quase uma centena de estudos em todo o mundo publicada no Journal of the Medical American Association (JAMA).
Este estudo sugere várias hipóteses para explicar este paradoxo, como os efeitos benéficos de maiores reservas de energia no corpo ou o fato de que as pessoas obesas procuram mais tratamento médico.
A análise publicada pelo JAMA é uma síntese de 97 estudos abrangendo 3 milhões de pessoas em todo o mundo.
Os pesquisadores determinaram que os indivíduos cujo índice de massa corporal (IMC, peso dividido pela altura ao quadrado) está entre 25 e 30, considerados obesos, têm um risco de morte 6% menor do que os de peso normal, com um IMC de 18,5 a 25.
Para aqueles que sofrem de obesidade moderada, definida com um IMC de 30 a 35, o risco de mortalidade é 5% menor em comparação com pessoas de peso normal.
Mas para os obesos com IMC maior que 35, o risco de mortalidade aumenta em 29% em comparação com indivíduos normais.
A dra. Katherine Flegal, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que liderou a pesquisa, já havia publicado um estudo controverso, em 2005, indicando uma ligação entre o excesso de peso e a maior longevidade.
Desta vez, a análise se concentra em um número muito maior de dados (2,88 milhões de pessoas e mais de 270.000 mortes) em vários países da América do Norte, Europa, Ásia e América do Sul.
"Pequenos excessos de tecido adiposo poderiam fornecer reservas de energia para certas doenças (...) e poderia trazer outros efeitos benéficos que devem ser considerados à luz desta última pesquisa", escreveram em um editorial também publicado no JAMA, o Dr. Steven Heymsfield e William Cefalu do Pennington Biomedical Research Center, em Baton Rouge, Louisiana (sul).
Para o Dr. Thomas Frieden, diretor dos CDC, "ainda resta aprender que a obesidade é a melhor maneira de medir isso".
No entanto, ele insistiu, em um comunicado, que "não há dúvida de que ser obeso não é saudável, pois aumenta o risco de diabetes adulta, doenças do coração, câncer e muitos outros problemas de saúde".
De acordo com as estatísticas do CDC, um terço dos adultos são considerados obesos nos Estados Unidos.
Fonte: Info Online

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cientistas Criam Capa da Invisibilidade

São Paulo - Não são apenas os fãs da série Harry Potter que desejam ter uma “capa da invisibilidade” como a do bruxo. Cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, há anos estudam um meio para tornar essa ideia realidade. Demorou, mas finalmente eles conseguiram fazer com que o protótipo criado em 2006 (veja no vídeo abaixo) funcionasse.
Feito com fibras de vidro e de cobre, o material dá a sensação de que o objeto testado desapareça – tanto para as micro-ondas, quanto a olho nu. Para isso, foi usada uma camada com formato de losango, capaz de refletir a luz que incidia sobre o cilindro testado.
Por enquanto, a "capa" funciona apenas com peças bem pequenas - que se tornaram invisíveis nas ondas largas, como é o caso do infravermelho. Além disso, o projeto atual dá certo somente quando visto em um único sentido (de lado, por exemplo, ele acabou sendo visível).
O próximo passo dos pesquisadores é criar uma ilusão tridimensional total, a verdadeira capa da invisibilidade. A descoberta melhorará o desempenho de aparelhos que usam as micro-ondas, assim como poderá ser usado em sistemas de telecomunicações, ajudando na transmissão da luz nas fibras-óticas.
Fonte: Exame.com

sábado, 3 de novembro de 2012

Concreto que se "Autoconserta"

Um concreto experimental que se conserta sozinho ao rachar está em fase de testes, segundo a BBC. Este é o material de construção mais usado no mundo, mas a ação da água e de produtos químicos tende, ao longo do tempo, a corroê-lo.

O material está em fase de testes na Universidade Técnica de Delft (Holanda) e usa bactérias para "sanar" as rachaduras. Os esporos da bactéria - adicionados à fórmula do concreto - ficam parados até serem atingidos pela água da chuva. Ao entrar em contato com a água, ele produz calcário que consertam as rachaduras.

"Vimos em laboratório o conserto de rachaduras de 0,5 mm de largura", explica o microbiologista Henk Jonkers, autor do projeto.

Se a ideia der certo, Jonkers espera comercializar o produto daqui a dois ou três anos, após testes externos e em diferentes tipos de concreto.O principal desafio é garantir que o agente "curador" seja forte o suficiente para sobreviver ao processo de mistura do concreto. Para isso, é preciso aplicar uma cobertura às partículas - algo que encarece o processo.

Mesmo que o agente aumente em 50% o custo do concreto, isso ainda representará apenas 1% a 2% do total dos custos de construção. Já a manutenção de concreto deteriorado representaria um custo maior, segundo Jonkers.
 Fonte: Olhar Digital

sábado, 27 de outubro de 2012

Trem Aéreo da NASA

Enquanto o aerotrem de Levy Fidelix não decola no Brasil, a NASA (Agência Espacial Norte-Americana) colabora com um projeto-piloto de um 'trem aéreo elétrico'. A ideia é facilitar o transporte público de forma “ecológica e rápida”.

Os protótipos trafegarão nas ruas de Tel-Aviv, em Israel, com trilhos de alumínio, a 240 quilômetros por hora. Os veículos estarão suspensos a sete metros de altura e equipados com motores lineares, movidos por eletricidade e ondas magnéticas.

Parte da carga elétrica necessária para que a engenhoca funcione será produzida pelo próprio sistema, segundo Jerry Senders, diretor da empresa Skytran, responsável pela tecnologia, em entrevista à BBC Brasil.

"A principal inovação do projeto é o movimento por intermédio de ondas magnéticas, e essa é a contribuição tecnológica da Nasa", diz. "Não haverá atrito entre o veículo e o trilho de alumínio, já que, a partir do momento em que o veículo começar a se mover, se criará, por meio da onda magnética, uma especie de travesseiro de ar e cada bondinho navegará no ar."

De acordo com prefeito da cidade, Ron Huldai, o “trem aéreo” circulará em um trilho de sete km na primeira fase do projeto, a ser concluída em dois anos.
Fonte: NASA/Olhar Digital

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Protótipo Cria Gasolina a Partir do Ar

Procurar uma fonte de energia que substitua o petróleo é um dos principais desafios do século. Entretanto, para uma pequena empresa britânica a solução é simples, basta usar o... petróleo. O truque é que, em vez de usar o óleo extraído por perfurações, a Air Fuel Synthesis pretende implantar um sistema para produzir petróleo a partir do ar e da água.

De acordo com o The Independent, a empresa já conseguiu produzir cinco litros de petróleo desde agosto, quando começou o sistema foi iniciado, a partir de gás carbônico (dióxido de carbono) e vapor d'água.

Peter Harrison, presidente executivo da empresa explica como funciona a produção. "Nós pegamos o gás carbônico do ar e o hidrogênio da água para formar o petróleo. Parece com petróleo, cheira como petróleo, mas é muito mais limpo do que o combustível fóssil e ainda pode ser usado nos motores atuais", explicou.

Pode parecer maluquice, mas Tim Fox, especialista Instituto de Engenheiros Mecânicos de Londres afirma que o sistema funciona. "Parece bom demais para ser verdade. Eles estão fazendo e eu vi ao vivo. Eles capturam o ar e extraem o dióxido de carbono baseado em princípios já conhecidos. Eles utilizam componentes já bastante conhecidos, mas o mais excitante é que eles mostram que pode funcionar", afirmou.

O processo ainda é lento e caro, mas Harrison prevê que nos próximos quinze anos a empresa consiga produzir em escala de uma refinaria. Ele ainda observa que a tendência é de que o preço do petróleo fóssil só suba ao longo dos próximos anos, o que pode tornar o processo de produção da empresa mais barato do que a extração dos poços.
Fonte: Olhar Digital

Americanos Desenvolvem Motocicleta Voadora

São Paulo – Os americanos da empresa Aeroflex estão trabalhando no desenvolvimento de uma espécie motocicleta aérea, cujo funcionamento, e design, é muito aos chamados hovercrafts, veículo que se apoia em um colchão de ar para deslizar sobre a água e também sobre o solo.
A máquina é capaz de “voar” graças a um sistema de hélices, localizado abaixo da sua carroceria. Quando o condutor acelera, aumenta-se não apenas a velocidade do veículo, mas também a sua altitude em relação ao solo.
Segundo explicado no blog da empresa, a ideia por trás deste veículo é que o seu condutor assuma o papel de sensor de inércia e computador de bordo. Ou seja, seu desenho exige que a pessoa se posicione tal qual estaria em uma motocicleta convencional. Assim, o seu peso é distribuído de modo que a máquina permaneça estável.
Fonte: Exame.com / Info Exame

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Tecido Ciborgue Mescla Células Humanas e Eletrônicas

São Paulo - Cientistas da Universidade de Harvard, Estados Unidos, criaram o que pode ser considerado o primeiro tecido ciborgue. Ele mistura componentes orgânicos com elementos eletrônicos, como nanofios e transistores.
Apesar de a pesquisa ser feita em tecidos vivos de ratos, os cientistas conseguiram criar 1,5 centímetro de vaso sanguíneo humano funcional. A pesquisa é liderada pelo Dr. Charles Lieber, professor de química na Universidade de Harvard.

Para chegar a essa malha de tecido eletrônico e biológico, os pesquisadores construíram uma estrutura com colágeno, uma substância que preenche e faz a ligação entre as células do organismo. No colágeno, os componentes eletrônicos são posicionados para que a célula cresça à sua volta.
O resultado dessa experiência é que os componentes eletrônicos acabaram integrados ao tecido vivo. A técnica já foi testada em células do coração, músculos, vasos sanguíneos e em neurônios. Todos tiveram resultados positivos.
Agora, os cientistas esperam passar informações da célula eletrônica para a orgânica. Isso deve acontecer com uma interface eletrônica capaz de extrair e passar as informações para as células do nosso organismo.
Se der certo, será possível monitorar o funcionamento de cada sistema do organismo. Daria também para corrigir problemas de saúde com ajuda de um computador ou até mesmo com um aplicativo instalado no smartphone.
Apesar de várias potenciais aplicações para essa tecnologia, o uso em curto prazo pode ajudar a indústria farmacêutica, segundo Lieber. Os pesquisadores poderiam usar o tecido ciborgue para estudar com maior precisão como novos medicamentos agem em tecidos tridimensionais, ao invés de camadas finas de células.
Fonte: 

sábado, 4 de agosto de 2012

Cientistas Criam o Material Mais Leve do Mundo

São Paulo - Cientistas da Universidade Tecnológica de Hamburgo e da Universidade de Kiel, da Alemanha, criaram o aerografite. O material é considerado o mais leve do mundo.
A nova criação conseguiu ultrapassar o aerogel, material usado pela Nasa para coletar poeira de um cometa. O aerografite tem 99,9% de ar e densidade de apenas 0,2 miligramas por centímetro cúbico.
Para conseguir esse feito, os cientistas criaram uma rede de tubos ocos de carbono em escalas nano e micro. Portanto, ele é praticamente um espaço vazio. Por isso, a imagem do aerografite foi feita a partir de um microscópio eletrônico.
Mas, apesar dessa aparência mais frágil, o aerografite tem propriedades muito impressionantes. Por ter essa natureza esparsa, o aerografite pode ser comprimido por um fator de mil e mesmo assim voltar ao seu tamanho original. O material também pode conduzir eletricidade, como parte de uma bateria ultraleve, por exemplo.
Outro ponto de destaque é a resistência do aerografite. Ele aguenta até 35 vezes mais peso do que o aerogel e pode aguentar cerca de 40 mil vezes o próprio peso.
Fonte: Info Online

domingo, 22 de julho de 2012

Universidade Cria Célula Solar Transparente

São Paulo - Usando um novo tipo de polímero para célula celular, pesquisadores da universidade norte-americana UCLA conseguiram uma conversão de energia de 4% em uma superfície com 70% de transparência.
De acordo com o estudo na ACS Nano, a tecnologia pode ser implementada em sistemas fotovoltaicos para eletrônicos portáteis. Isso significa que, em algum ponto, janelas podem ser convertidas em geradores de energia ou para produzir smartphones auto-suficientes.

A transparência é possível graças ao polímero sensível a luz infra-vermelha. Desse modo, raios infra-vermelhos são absorvidos para a geração de energia, deixando os outros raios que compõe a luz visível percorrerem seu caminho.
Para transportar a energia sem perder a transparência, os pesquisadores utilizaram uma tecnologia que combina nanofios de prata e nanopartículas de dióxido de titânio.
Fonte: Info Online

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Vídeo Impressionante Mostra Como os Astronautas Veem a Terra do Espaço

Um vídeo de pouco mais de dois minutos tem dado o que falar na internet. Tomislav Safundzic, de 18 anos, resolveu criar um clipe para mostrar como é o planeta Terra visto do espaço, por vários ângulos e em momentos diferentes. O filme já foi visto por quase 400 mil usuários.

O garoto, que mora na Croácia, juntou imagens coletadas pela NASA na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e criou o clipe. A ISS é um laboratório espacial em movimento que dá 15 órbitas no planeta por dia. Ela envolve diversos programas relacionados ao estudo do espaço, sendo uma soma de projetos das principais agências espaciais do mundo, em países como Canadá, Japão, Rússia e Estados Unidos.

É possível ver efeitos incríveis durante o vídeo, como as luzes das cidades à noite nos cinco continentes (os pontos em tom laranja) e o céu dominado por milhares de estrelas, além de fenômenos naturais como relâmpagos e tempestades em meio ao azul dos mares, milhares de raios e flashes estourando por entre as nuvens, e até mesmo a aurora boreal causada pelo vento solar, retratada em magníficos tons de verde.

Assista:

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cientistas Criam Borracha em Pó com Látex Sintético

São Paulo - O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está realizando um projeto para a obtenção de borracha em pó empregando a técnica de spray drying, ou secagem por aspersão.
O objetivo da pesquisa é desenvolver uma rota química de produção a partir do látex sintético para aplicação da matéria-prima como modificadora de impacto de plásticos (aumento de resistência) e colaborar com soluções para preencher uma lacuna tecnológica pouco explorada atualmente dentro e fora do Brasil.
De acordo com o IPT, a ideia do projeto nasceu de demandas feitas por empresas do segmento, que buscavam novas formas para a produção da matéria-prima.
A utilização da borracha em forma de pó ultrafino é uma alternativa mais simples em determinadas aplicações na comparação ao uso do material em bloco. Enquanto o pó permite a adição direta a processos industriais (um dos melhores exemplos é a fabricação de resinas poliméricas), os blocos demandam operações de moagem e pulverização.
A técnica mais comum para a obtenção da borracha em pó emprega a irradiação da emulsão para promover uma modificação na estrutura do látex antes da secagem em spray dryer, mas o processo apresenta gargalos como a necessidade de uma infraestrutura em grande escala e os riscos à saúde dos trabalhadores.
O projeto do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas do IPT prevê desenvolver um processo de obtenção da borracha em pó empregando uma técnica simples, industrializada, que opera em processo contínuo e de baixo custo.
O estudo, iniciado em maio de 2011, trabalha a modificação química do látex sintético por meio de monômeros funcionais e óxido coloidal, que irão compor uma mistura submetida posteriormente à secagem em um equipamento de spray dryer.
Para oferecer uma alternativa economicamente viável ao mercado, o laboratório do IPT decidiu estudar a modificação química de dois tipos de látex, o estireno-butadieno e o estireno-butadieno carboxilado.
Após a fase de conclusão das análises, uma série de amostras será produzida a partir da mistura da borracha em pó a polímeros para execução de testes mecânicos e medição da resistência das peças.
O projeto tem prazo de conclusão em abril de 2013, mas os bons resultados obtidos já possibilitaram o pedido de depósito de uma patente e podem expandir o emprego das novas formulações.
Fonte: Agência FAPESP / Info Online