quinta-feira, 28 de abril de 2011

Israel Desenvolve "Carro Voador" Autônomo Para Resgate e Combate

A companhia israelente Urban Aeronautics está desenvolvendo um carro voador que não precisa de um piloto para funcionar. Construído na cidade de Yavne, o veículo poderá ser usado em operações de combate e de resgate. O protótipo poderá voar perto do solo e sob terrenos acidentados.
Fonte: Tecnologia e Games

EcoCan: Lata Renovável e Biodegradável Está à Venda


Mais uma alternativa para salvar o planeta está à venda. A EcoCan é uma lata reutilizável e 100% biodegradável. Feita à base de PLA, ácido derivado do leite e fontes renováveis, ela torna possível ao consumidor aproveitar qualquer tipo de bebida.

As EcoCans estão disponíveis nas cores azul, vermelho, verde e preto, cada uma representando aspectos da natureza como água, fogo ou grama. As latas podem ser adquiridas pelo site Perpetual Kid por US$ 12,99.
Fonte: Olhar Digital

O Sapatos Descartáveis e Biodegradáveis


A OneMoment é essa sapatilha-alpargata que serve, como o nome diz, para o uso em UM momento. Quer dizer, não só em um, mas em apenas alguns

Fabricada pela Figtree Factory Studios, ela é 100% biodegradável e tem apenas 2 mm de espessura. Dá para usar um pouco e, quando a sola começar a gastar, você joga fora sem culpa pois, em 6 meses, 80% dela já foi degradada na natureza.

A ideia de um semi “plástico” é muito interessante. E as iniciativas não extorsivas (ela custa só 5 euros) e criativas (são 5 cores para escolher) são bem vindas.

Não seria mais legal ainda usar esse material para criar algo mais durável? Afinal, todo o discurso de sustentabilidade é baseado em usar coisas menos descartáveis (ecobags, canecas para beber água no escritório, etc etc), que precisem de menos substituições.

Se a gente fizer as contas, talvez descartar uma alpargata dessas por semana não seja mais ecológico do que usar seu velho tênis de borracha comum por três anos… né?

Fonte: Info Online

Papel Grafeno é 10 Vezes Mais Forte que o Aço

O papel grafeno: feito a partir de grafite

SÃO PAULO - Ele é mais forte do que o aço, fino como um papel e pode revolucionar a indústria de automóveis - conheça o papel grafeno, o material com propriedades de Super Homem.

Criado pelos cientistas da University Technology Sidney, na Austrália, ele é baseado no grafite e, entre outras propriedades, é dez vezes mais forte do que aço.

Os aparentes super poderes são originários do grafeno, o material mais fino e forte que se conhece, constituído de blocos de carbono com a espessura de apenas um átomo. Ele foi produzido pela primeira vez em 2004 e, no ano passado, ganhou o Prêmio Nobel de química. O carbono é o elemento que, conforme a combinação dos seus átomos, forma materiais tão distintos quanto o diamante e o grafite.

O papel grafeno (GP) criado pela equipe liderada pelo professor Guoxiu Wang é um material feito a partir do grafite moído, purificado e filtrado através de processos químicos até ter suas nano estruturas reconfiguradas e então processadas em forma de folhas finas.

Essas nanofolhas possuem propriedades térmicas, elétricas e mecânicas excepcionais, sendo muito resistentes e flexíveis. Por exemplo, se comparadas ao aço, elas são seis vezes mais leves, cinco a seis vezes menos densas, duas vezes mais duras, possuem 10 vezes mais resistência à tensão e 13 vezes maior rigidez à flexão.

Além disso, as GP são recicláveis e sua fabricação é bastante simples. Os pesquisadores acreditam que ela tem potencial de revolucionar as indústrias de automação, aviação, elétrica e ótica. Ao substituir o aço, por exemplo, o papel grafeno pode gerar carros mais leves e fortes, além de aviões que consomem menos combustível.

O estudo foi publicado na Journal of Applied Physics.

Fonte: Info Online

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Laser Mais Potente do Mundo Vai Gerar Energia Superior à de Toda Civilização

A Comissão Europeia aprovou a construção de três lasers gigantescos que, unidos, poderão produzir um novo laser com energia centenas de vezes maior que a gerada pela nossa civilização até hoje. O quarto laser será criado para atravessar o vácuo, para que se estude a teoria de que partículas aparecem e desaparecem a todo momento.

De acordo com a New Scientist, o laser possui uma infra-estrutura de luz que combina 200 petawatts em um único pulso. Só para se ter uma noção da potência, 200 petawatts são equivalentes a 200.000.000.000.000.000 watts, uma energia jamais produzida pelo mundo. Até então, o laser mais potente foi produzido em 2008, com a capacidade de 1 petawatt.

O projeto está sendo chamado de ELI (Europe's Extreme Light Infrastructure). Nele o quarto laser será ligado por 1.5 x 10^-14 segundos, já que, quanto menor o tempo, maior a potência. Assim, o laser poderá criar partículas, a partir do nada, rasgando o tecido do universo e o espaço-tempo.

O laser ELI está programado para ser ligado em 2017.
Fonte: Olhar Digital

Dispositivo a Laser Pode Substituir Velas em Motores de Carros

Lasers podem muito em breve substituir velas para a ignição de combustíveis no motor de automóveis, segundo pesquisadores da Romênia e Japão.

A equipe pretende apresentar seu trabalho no dia 1º de maio em uma conferência sobre lasers e eletro-ópticos em Baltimore, no estado de Maryland, nos Estados Unidos.

O grupo diz ter criado um dispositivo semelhante às velas que, em vez de provocar ignição da mistura de combustível e ar nos motores com uma faísca elétrica, aciona jatos de laser. A tecnologia pode melhorar a eficiência do motor e reduzir a poluição, já que produz a combustão de uma quantidade maior da mistura, diz a equipe.

Os pesquisadores estão em negociações com um fabricante de velas. A ideia de substituir a vela - uma tecnologia que mudou pouco desde que foi inventada, 150 anos atrás - com lasers não é nova.

A vela inflama apenas a mistura de combustível que está perto da faísca, reduzindo a eficiência do combustível. E, com o passar do tempo, o metal de que ela é feita é lentamente corroído. Mas a ideia de motores que usam laser para iniciar a combustão só se tornou viável com o advento de lasers menores.

Pó de cerâmica
O novo sistema é capaz de focar dois ou três raios laser dentro dos cilindros do motor e em altitudes variáveis. Isso produz uma combustão mais completa e evita a questão da degradação com o passar do tempo.

Entretanto, a tecnologia requer o uso de lasers com energias de alto pulso. Como acontece com a vela, uma grande quantidade de energia é necessária para produzir a ignição do combustível.

"No passado, lasers que poderiam atender a esses requerimentos eram limitados a pesquisas básicas, porque eram grandes, ineficientes e instáveis", disse Takunori Taira, dos Institutos Nacionais de Ciências Naturais em Okazaki, no Japão. "Também não podiam ser localizados longe do motor, porque seus raios poderosos destruiriam quaisquer fibras óticas que levassem luz aos cilindros."

A equipe vem desenvolvendo uma nova abordagem para o problema: lasers feitos de pó de cerâmica que são comprimidos dentro de cilindros do tamanho de velas.

Esses dispositivos de cerâmica concentram energia a partir de lasers compactos, de menor potência, que são enviados por fibra ótica liberando essa energia em pulsos com duração de apenas 800 trilionésimos de segundo.

Diferentes dos cristais delicados tipicamente usados em lasers de grande potência, as cerâmicas são mais robustas e podem tolerar melhor o calor dentro do motor de combustão. A equipe pretende comercializar a tecnologia e está em discussões com o fabricante de componentes de automóveis Denso.

Fonte: Tecnologia e Games

Pesquisadores Desenvolvem Fibra que Cria Água Limpa a Partir do Ar

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts basearam-se no pequeno besouro da Namíbia para criar um novo material capaz de absorver e transformar a água do ar em líquido. O inseto africano é capaz de coletar o vapor d´água em suas costas e levar o líquido até a boca através de uma especie de "painel trançado" que possui em sua carapaça.

De maneira semelhante, o novo material desenvolvido pode ser utilizado em coletores já existentes para aumentar a eficiência com que a água é absorvida. Porém, diferente do inseto, o material é maleável e não sólido. "Nós tentamos replicar o que o besouro tem, mas descobrimos que esse tipo de superfície aberta e permeável é melhor", afirmou Shreerang Chatre, um dos responsáveis pelo projeto.

Em testes de campo, os coletores conseguiram transformar um litro de vapor em água potável por dia para cada metro quadrado do tecido utilizado. Agora, o grupo está focado em expandir a técnica para possibilitar a coleta de ainda mais água por área do material. Atualmente, cerca de um terço de toda a água não salina do planeta encontra-se na forma de vapor dissolvido no ar.
Fonte: Olhar Digital

Vírus Pode Aumentar a Produtividade Energética de Painéis Solares

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) descobriram que uma variedade específica de um vírus que infecta bactérias pode aumentar a produtividade energética de painéis solares. De acordo com o grupo, o vírus é a solução para um dos principais problemas da coleta de energia solar hoje em dia, que utiliza nanotubos de carbono.

Apesar de serem ótimos condutores de eletricidade, os nanotubos tendem a se "amontoar" quando colocados lado a lado, o que reduz sua eficiência. Mas os cientistas descobriram que uma versão geneticamente modificada do vírus M13 pode ser utilizada para reorganizar os nanotubos e mantê-los separados para que aumentem a produção energética.

Os pesquisadores conseguiram melhorar a produtividade de painéis em testes realizados com o virus de 8% para 10.6% - o que representou um aumento de quase um terço da produção. De acordo com Prashant Kamal, bioquímico envolvido no projeto, o resultado pode ser ainda melhor conforme o grupo avança nas pesquisas.

Como a inserção do vírus representa apenas um pequeno processo das células solares, o professor também acredita que a adaptação das fábricas existentes será simples e pode colaborar para a difusão rápida da células mais eficientes.
Fonte: Olhar Digital

sexta-feira, 22 de abril de 2011

USP Trabalha Para Criar Braço Biônico

SÃO PAULO – Para uma pessoa sem limitações físicas, levar alimentos ou um copo d’água à boca pode ser uma tarefa banal. Mas, para quem não possui os movimentos dos braços, essa ação aparentemente simples implica uma mudança radical de vida, que pode ser traduzida em mais independência, entre outros benefícios.

Para possibilitar que, no futuro, pessoas com deficiências motoras possam ter ou recuperar habilidades como essa, pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) iniciaram o projeto de pesquisa “Estudo do controle do membro superior fase 1 – desenvolvimento de um exoesqueleto robótico biomimético”. Financiado pela FAPESP, o projeto visa a estudar o controle motor do braço por meio de um dispositivo robótico que simula as funções do membro humano.

A partir da compreensão do controle motor de movimentos como ingerir alimentos, os cientistas pretendem desenvolver um exoesqueleto robótico – uma prótese com tecnologias robóticas – capaz de amplificar o movimento de pacientes que apresentam alguma contração muscular, mas que não conseguem fazer movimentos com o braço. Ou impor movimentos predefinidos a pessoas que não tenham nenhuma capacidade de contração muscular.

“O objetivo é desenvolver um exoesqueleto para aplicar movimentos similares ao de um braço humano em uma órtese”, disse o coordenador do projeto, Arturo Forner Cordero, do Laboratório de Biomecatrônica do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Poli, à Agência FAPESP. Órtese é um dispositivo externo aplicado ao corpo para modificar os aspectos funcionais ou estruturais do sistema neuromusculoesquelético.

Para testar o conceito, o grupo desenvolveu um protótipo de um exoesqueleto robótico de braço, capaz de aplicar força sobre o cotovelo. Nos próximos meses, pretendem produzir outro exoesqueleto que também seja capaz de aplicar movimentos sobre o ombro e pulso, para estudar o controle motor do braço.

Ao integrar o dispositivo a um sistema de eletromiografia (EMG) e outro de representação visual, os pesquisadores esperam obter informações sobre diferentes níveis de controle do sistema motor humano, como a modulação de reflexos e a integração de informações sensoriais. Esperam também, por meio de parcerias com centros de medicina e associações que lidam com a aplicação de órteses em deficientes físicos, desenvolver próteses capazes de reproduzir os movimentos do braço humano.

“Hoje, o comportamento de um braço robótico é muito diferente de um braço humano. Nossa ideia é desenvolver próteses, alimentadas por baterias elétricas, que mimetizem o mais próximo possível os movimentos e as funções do braço humano”, explicou Cordero.

Próteses e órteses ativas

Segundo o pesquisador, atualmente, a maioria das órteses e próteses utilizadas por pessoas com deficiências físicas são passivas, ou seja, têm maior finalidade estética. Mas, nos últimos anos, começaram a ser desenvolvidos sistemas ativos, como os exoesqueletos.

Entre os fatores que Cordero atribui ao aumento do interesse pelo desenvolvimento estão o aumento da expectativa de vida das pessoas com deficiência física, o desenvolvimento da robótica e o interesse militar na tecnologia de exoesqueletos.

Nos anos 1990, a Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, iniciou a construção de exoesqueletos para aumentar as capacidades físicas dos soldados das Forças Armadas norte-americanas.

O Japão desenvolveu o HAL-5, um exoesqueleto de corpo inteiro projetado para que idosos e pessoas com deficiência motora caminhem, subam escadas e realizem atividades diárias. E, no início de 2006, foi iniciado na Europa o projeto Enhanced Sensory Bipedal Rehabilitation Robot (ESBiRRO), do qual Cordero participou, para o desenvolvimento de um robô bípede e um exoesqueleto de membro inferior com atuação no quadril.

Na Poli/USP, o projeto de desenvolvimento do exoesqueleto de braço iniciará as atividades do Laboratório de Biomecatrônica, voltado para realizar estudos neuromotores auxiliados por exoesqueleto. “O laboratório será um dos primeiros do gênero voltados para o desenvolvimento de exoesqueleto no Brasil”, disse Cordero.

Além do exoesqueleto de braço, os pesquisadores brasileiros também estão realizando outro projeto, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para criar um exoesqueleto para perna que, segundo Cordero, apresenta um desafio científico para ser construído menor do que o exoesqueleto de braço.

“Normalmente, o controle motor das pernas é muito mais definido do que os braços. Enquanto as pernas permitem caminhar, correr, descer e subir escadas, entre outras funções, os braços fazem muito mais ações diferentes, e isso é uma complicação adicional”, disse.

Fonte: Agência Fapesp/Info Online

Teletransporte Quântico é Realizado no Japão

O "teleporter", equipamento da Universidade de Tóquio usado no experimento

SÃO PAULO – Um novo marco na comunicação quântica foi atingido na semana passada, quando pesquisadores japoneses anunciaram o primeiro teletransporte quântico de um conjunto complexo de informações.

O teletransporte é a transferência via luz de informação quântica de um local a outro, uma forma poderosa de representar e processar informação que é a base de toda a tecnologia quântica- inclusive a computação.

Até agora, as tentativas de teletransporte não foram muito bem sucedidas: ou eram muito lentas ou alteravam a informação enviada, fazendo com que alguns detalhes fossem perdidos. Para efeito de comparação, seria o equivalente à tripulação do Star Trek chegar a um planeta sem um braço, ou com ele colado à orelha.

No caso do teletransporte feito pela equipe liderada pelo professor Akira Furusawa, da Universidade de Tóquio, não foram objetos ou pessoas, mas sim informações enviadas. Eles conseguiram, pela primeira vez, enviar um pacote de dados complexos que, no caso, representavam o famoso “gato de Schrodinger” - um paradoxo proposto no início do século 20 pelo físico Erwin Schrodinger para descrever a situação na qual um objeto normal, clássico, pode existir em uma sobreposição quântica – tendo dois estados de uma vez.

Quantificando

A memória de um computador comum, binário, funciona em bits – cada um deles representando um “um” ou um “zero”. Ele opera com os chamados chaveamentos excludentes, tipo de sim ou não (um ou zero). Já um computador quântico usa os chamados qubits, e cada um deles pode representar “um”, “zero” ou estar nos dois estados ao mesmo tempo.

Para entender na prática a diferença, imagine um labirinto, repleto de bifurcações. No computador binário você só poderia escolher um caminho para ir de cada vez e, se chegasse a um ponto sem saída, teria de voltar ao começo e repetir a operação, escolhendo outras opções, uma de cada vez. Já no computador quântico seria possível entrar nas duas opções das bifurcações ao mesmo tempo, sucessivamente. Uma das tentativas acabaria chegando à saída, e todos os caminhos teriam sido percorridos.

Com o desenvolvimento do teletransporte quântico, se torna possível mover blocos de informação em um computador de forma mais rápida (computação quântica). O feito também reforça a possibilidade de uma rede muito mais ágil, como a internet, baseada nessa tecnologia.

Os feitos da equipe do professor Furusawa foram publicados em uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a Science.

Fonte: Info Online

O Plástico Virou Ecológico

SÃO PAULO - Matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho são usadas para produzir plásticos menos agressivos ao meio ambiente

No tempo que você levará para ler esta reportagem, cerca de 50 000 sacolinhas plásticas serão consumidas no Brasil. A média nacional é de 1,5 milhão por hora. Embora representem pouco individualmente, os saquinhos de supermercado formam um volume enorme de lixo, que pode demorar vários séculos para se decompor no ambiente. Como reduzir o impacto causado pelo plástico na natureza é uma preocupação crescente. Por isso, ganham cada vez mais espaço as iniciativas de produzir plástico a partir de matérias-primas renováveis, como a cana-de-açúcar e o milho.

Universidades e empresas trabalham em projetos conjuntos para identificar novos materiais e formas de melhorar as aplicações dos plásticos de origem renovável. Existem várias linhas de pesquisa e produção, que geram produtos recicláveis e/ou biodegradáveis. Uma peça plástica que será usada por muitos anos, por exemplo, não precisa ser biodegradável, mas é importante que seja reciclável. Já uma sacola de supermercado, que provavelmente será usada para acondicionar lixo doméstico, deve ser biodegradável.

Nos laboratórios da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, os pesquisadores produzem plásticos a partir de amido de mandioca. Os estudos já são feitos há dez anos e nos últimos quatro eles passaram a incorporar também uma porcentagem de fibra de cana-de-açúcar. "Começamos a ver que havia dificuldades na produção porque a mistura não era adequada para o processo industrial", diz Fábio Yamashita, professor do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UEL. Mais recentemente, os pesquisadores decidiram misturar o amido de mandioca a um polímero fabricado pela Basf ainda com origem petroquímica, o Ecoflex. O resultado foi um produto com algumas das características de que a indústria precisa. Com a mistura foi possível testar o uso do plástico biodegradável em atividades no campo. Os principais usos até agora foram para a cobertura de campos para a plantação de morango, o ensacamento de goiabas na fase de crescimento, para evitar o ataque de pragas, e a embalagem de mudas de plantas medicinais, em saquinhos que geralmente são retirados antes do plantio. Os testes nos campos de morango foram feitos em escala comercial e mostraram que é preciso calibrar a velocidade de degradação do filme plástico. "Ele começou a se deteriorar antes do tempo", afirma Yamashita.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior paulista, há estudos na mesma linha. A engenheira de materiais Marília Motomura trabalhou com amido de mandioca, fibra de coco e serragem de madeira. Ela misturou as matérias- primas ao Ecoflex para ampliar as opções de uso do plástico biodegradável, que pode ficar mais rígido ou flexível, por exemplo. Essas características são fundamentais para determinar que tipo de produto final é possível produzir. "A aplicação ainda é restrita. Apenas as peças feitas por processo de extrusão já estão sendo vendidas", diz Marília.

A indústria investe pesado

Diante da demanda global por atitudes mais verdes, as empresas precisaram se munir de alternativas para oferecer ao mercado. A Braskem, oitava maior petroquímica do mundo, abriu em setembro do ano passado sua primeira filial destinada a produzir apenas plástico verde. A fábrica, que fica em Triunfo, no Rio Grande do Sul, recebeu 500 milhões de reais de investimento e tem capacidade de produzir 200 000 toneladas anuais de plástico verde. A estratégia adotada pela Braskem é usar etanol como matéria- prima. Depois de um processo de desidratação do etanol, a empresa obtém o eteno, empregado na fabricação do polietileno. É ele que a Braskem vende a outras companhias, que podem usá-lo da mesma forma que o polietileno obtido a partir do petróleo.

Essa substituição é semelhante à troca da gasolina pelo álcool nos carros. A matéria- prima é renovável. O plástico verde permite a reciclagem, mas ele não é biodegradável. "O balanço ambiental da produção com etanol é mais favorável. Para cada tonelada de plástico verde é possível sequestrar 2,5 toneladas de gás carbônico da atmosfera", afirma Antônio Queiroz, diretor de tecnologia da Braskem. Diversas empresas nacionais estão usando embalagens feitas com o plástico verde. Ele está nos refis do sabonete cremoso Erva Doce, da Natura; na linha Sundown, da Johnson & Johnson; e nas peças do jogo Banco Imobiliário, da Estrela.

A Basf também está investindo no plástico ecológico. Desde 2000, a empresa produz o polímero Ecoflex (usado nas pesquisas da UEL e da UFSCar), que está disponível no Brasil desde 2007. Sua estrutura permite o ataque dos micro-organismos no processo de compostagem, o que o torna biodegradável. A partir dele surgiram variações, como o Ecobras e o Ecovio. O primeiro foi desenvolvido em parceria com universidades e com a empresa Corn Products e usa amido de milho na mistura. O segundo leva ácido poliláctico, derivado do ácido láctico. O Ecoflex é empregado pela Honda para revestir os bancos dos modelos Fit e New Civic. Já o Ecovio está em sacolinhas de super mercado.

Quem também usa o ácido poliláctico é a Cargill, que fabrica nos Estados Unidos o biopolímero Ingeo, que é similar ao PET das garrafas plásticas e pode substituí-lo em diversas aplicações. "O bioplástico tem o maior número de opções de descarte pósconsumo. Ele pode ser reciclado mecânica ou quimicamente e é biodegradável em condições de compostagem", diz Walcinyr Bragatto Neto, gerente de produto da Cargill. O plástico foi empregado na loja conceito da Track&Field, que vende roupas esportivas, em Nova York. Todas as peças da loja ficam expostas em tubos plásticos presos às paredes. Além de facilitar o estoque e a exposição das peças, as belas embalagens são reutilizáveis.

Substituição a conta-gotas

Por mais que surjam opções viáveis de plástico feito com matéria-prima renovável, a troca total a longo prazo ainda é vista como improvável. "É uma utopia querer substituir tudo", diz Letícia Mendonça, gerente do negócio de especialidades plásticas da Basf para a América do Sul. O futuro dos plásticos verdes depende da escala que eles atingirem. Sem volume de produção o preço não cai, o que inviabiliza a ampla adoção. Hoje, o plástico ecológico custa pelo menos 20% a mais que o de origem fóssil. A estimativa é que chegue a apenas 20% do total de plásticos produzidos no mundo até 2030. Enquanto a abrangência não aumenta, uma saída é não usar plástico quando há outras opções. Nos últimos 18 meses, 5 bilhões de sacolinhas plásticas foram substituídas por ecobags ou caixas de papelão. Já é um número e tanto.

Fonte: Info Online

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Fujitsu Apresenta o Menor Sensor Biométrico do Mundo

A Fujitsu apresentou nesta terça-feira (19/4) o menor sensor para detecção biométrica de veias do mundo, com apenas 11mm x 29mm. Segundo a companhia, o dispositivo pode ser utilizado para a autenticação de usuários em laptops e outros dispositivos portáteis.

O sensor pode ler o padrão das veias da mão de um usuário e, através da identificação biométrica, autorizar ou não o acesso a determinado aparelho. Segundo a Fujitsu, o sensor traz os benefícios de ser durável e resistente a falsificações.

Se comparado a sensores digitais, o novo sensor de autenticação através da palma da mão é muito mais preciso, já que o conjunto de veias é muito mais numeroso e cria padrões mais complexos. De acordo com a empresa, apenas 0,01% dos testes de detecção resultaram em falsos negativos e 0,00008% em falsos positivos.

A tecnologia de autenticação por veias foi introduzida pela Fujitsu pela primeira vez em 2003. Hoje, o sistema já é largamente utilizado em instituições financeiras, para o login de computadores e para entrada e saída de edifícios.
Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nanopartículas Turbinam Biocombustível

SÃO PAULO - Uma alternativa para aumentar o rendimento dos biocombustíveis só pode ser vista com poderosos microscópios, uma vez que seu tamanho está na casa dos bilionésimos de metro. São as nanopartículas.

Um novo estudo publicado no Journal of Renewable and Sustainable Energy demonstrou que a adição de nanopartículas de óxido de alumínio é capaz de melhorar o rendimento e a combustão do biodiesel. Outra vantagem é menor emissão de poluentes.

O óxido de alumínio (Al2O3), também conhecido como alumina, é o principal componente da bauxita. De acordo com o estudo, as nanopartículas utilizadas no estudo, com diâmetro médio de 51 nanômetros, têm elevada proporção entre superfície e volume. Isso resulta em mais superfícies reativas, permitindo que as nanopartículas atuem mais eficientemente como catalisadores químicos, aumentando a combustão.

A presença das nanopartículas também aumenta a mistura entre combustível e ar, levando a uma queima mais eficiente.

No estudo, J. Sadhik Basha e R. B. Anand, do Instituto Nacional de Tecnologia de Tiruchirappalli, na Índia, usaram inicialmente um agitador mecânico para criar uma emulsão que consistia de biodiesel de pinhão- manso (Jatropha curcas), água e um surfactante, misturados com diferentes proporções de nanopartículas de óxido de alumínio.

Segundo os cientistas, além de melhorar o rendimento em comparação com o biodiesel comum, a mistura resultou na emissão de quantidades significativamente menores de óxido de nitrogênio e de monóxido de carbono.

Os pesquisadores indianos testam no momento outros tipos de nanopartículas e nanotubos de carbono, além de investigar os efeitos dos aditivos microscópicos na lubrificação e nos sistemas de resfriamento dos motores.

Fonte: Agência Fapesp/Info Online

Memória Falha Quando Somos Multitarefa

Imagem de sinapses cerebrais

SÃO PAULO - capacidade de realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo cai à medida que o homem envelhece. Uma nova pesquisa aponta que o motivo pelo qual pessoas mais velhas têm mais dificuldade em alternar tarefas está nas redes neurais.

Lidar com múltiplas tarefas envolve a memória de curta duração, que define a capacidade de manter e manipular uma determinada informação em um período de tempo. Essa memória de trabalho é a base de todas as operações mentais, de decorar um número de telefone a digitá-lo em um aparelho, de manter o ritmo de uma conversa a conduzir funções complexas como raciocinar ou aprender.

“Os resultados do estudo sugerem que o impacto negativo das múltiplas tarefas na memória de trabalho não é necessariamente um problema com a memória, mas deriva de uma interação entre atenção e memória”, disse Adam Gazzaley, professor da Universidade da Califórnia em San Francisco, um dos autores do estudo que será publicado esta semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

De acordo com o estudo, a dificuldade em realizar mais de uma tarefa em um mesmo período de tempo está no momento de alternar entre uma atividade e outra.

O problema fundamental não são as própria tarefas ou as interrupções, mas as distrações. A pesquisa indica que a capacidade do cérebro em ignorar informações irrelevantes cai com a idade e que isso impacta na memória de trabalho.

O estudo reforça que as “coisas da idade”, como costumam ser chamados episódios comuns de distração e esquecimento, têm um impacto maior em indivíduos mais velhos.

Os pesquisadores compararam a memória funcional de jovens saudáveis (com idade média de 24,5 anos) e de idosos também saudáveis (com média de 69,1 anos) em testes envolvendo diversas tarefas simultâneras.

Por meio de imagens de ressonância magnética, analisaram o fluxo sanguíneo nos cérebros dos participantes de modo a tentar identificar as atividades de circuitos e redes neurais.

Os participantes tinham que observar uma determinada cena e fixá-la por 14,4 segundos. Durante o período, entrava uma interrupção, na forma da imagem de um rosto, e os voluntários tinham que determinar o sexo e a idade estimada da pessoa. Em seguida, tinham que lembrar a cena original.

Os mais velhos mostraram maior dificuldade em fixar a imagem original. Os exames de ressonância mostraram que quando os participantes eram interrompidos, o processo de fixação da memória dava lugar ao próprio processamento da interrupção.

Os mais jovens conseguiam restabelecer a conexão com a rede da memória após a interrupção, desligando-se da imagem que apareceu no meio do teste. Já os mais velhos, na média, tiveram dificuldade tanto para se desligar da interrupção como para restabelecer a rede neural associada com a memória da cena original.

“O impacto das distrações e das interrupções revela a fragilidade da memória de trabalho. Esse é um fato importante a se considerar, uma vez que vivemos em um meio em que cada vez há mais interferências e exigências, como o aumento na quantidade de dispositivos que transportam informação”, disse Gazzaley.

Fonte: Agência Fapesp/Info Online

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Nova Espuma Remove Radiação da Água

SÃO PAULO – Cientistas americanos anunciaram hoje a criação de um novo material capaz de remover metais pesados e radiação da água potável.

Feito de uma espécie de celulose chamada hemicelulose e da casca de crustáceos em pó, ele foi desenvolvido por pesquisadores da North Carolina State University.

A espuma, que ainda está em fase de testes, foi criada pela equipe do Dr. Joel Pawlak e é recoberta com fibras de madeira. Ela funciona como uma esponja comum que, imersa na água, absorve elementos como o iodo radioativo.

O iodo radioativo em água potável é muito perigoso para a saúde. Nosso corpo não consegue distingui-lo do iodo não radioativo e, por isso, ele acaba sendo armazenado na tireóide, onde pode levar ao desenvolvimento de um câncer.

Para evitar esse risco, a espuma se liga ao iodo da água e o prende, evitando que seja ingerido ou cause danos ao ambiente.

Além disso, o material consegue remover também sal da água do mar para torá-la potável, o que ajudaria muito em situações de emergência.

Fonte: Info Online